
A justiça determinou a soltura dos indígenas que estavam presos preventivamente desde novembro do ano passado, quando de uma operação da Polícia Federal, o grupo foi capturado, por suspeita de formação de milícia armada durante um confronto pelo poder dentro da Terra Indígena do Guarita.
Entre os soltos está, o então vice cacique, Vanderlei Ribeiro, Vandinho, que encabeçava o grupo na briga pelo cacicado. Vandinho tinha sido eleito junto com Carlinho Alfaiate, mas se rebelou e tentou derrubar o então cacique para tomar o poder.
Segundo o advogado João Antônio Gheller que representa Vanderlei Ribeiro, um dos motivos para a soltura foi o lapso temporal para a apresentação da denúncia por parte do Ministério Público Federal. Além disso, a decisão ainda cita que o caso ainda carece de diligências investigativas por parte da Polícia Federal e e o fato de o Brasil estar em calamidade pública, atrapalhando o cumprimento de prazos por parte das autoridades policiais.
O Juiz ainda determina que em caso de novos confrontos na Terra Indígena do Guarita, novas prisões preventivas podem ser representadas.
Além de Vandinho também está sendo liberado hoje, Zaqueu Claudino, professor e doutorando, que foi candidato a deputado estadual em 2014 pelo PCdoB. Na ocasião, ele obteve 5.066 votos. Eles foram aliados no episódio.
Os presos indígenas que tiveram suas prisões revogadas pelo Juiz Federal, Rodrigo Becker Pinto, da 3ª Vara Federal de Passo Fundo foram: Eliseu Claudino, Gilmar Claudino, Jaime Claudino, Rodrigo Bento, Valdecir Claudino, Vanderlei Ribeiro, Zaqueu Claudino, Josué Moreira e Denilson Sales. Ainda retirados os mandados de prisão contra Cleverson Claudino, Flávio Joaquim, Clenilson Sales e Fernando Joaquim