
Em entrevista ao Tribuna Popular do último sábado, 26, o advogado Rafael Brizola informou que mesmo durante o processo de liquidação a Cotrijuí vai cumprir os contratos de arrendamento que estão em vigor.
Ele informou que a maioria dos contratos é de três anos e que um já passou e que o processo de liquidação é demorado e a organização de leilões também, e por isso, segundo ele, quando chegar o tempo de vender essas estruturas alugadas, os acordos já estarão finalizados ou próximos disso.
Diversas estruturas da cooperativa estão alugadas para outros empreendimentos do agronegócio. Em Tenente Portela, toda a estrutura localizada nas margens da ERS-330, saída para Miraguaí, está arrendada para a Cotricampo.
No local a cooperativa, que se instalou em Tenente Portela no momento em que a Cotrijuí estava deixando o mercado, instalou parte da sua base de recebimentos de grãos e onde funcionava o antigo supermercado da Cotrijuí, agora funciona o da Cotricampo.
A liquidação é o caminho para a extinção definitiva da Cotrijuí, que já foi a maior cooperativa da América Latina, mas que no decorrer dos anos, com gestões no mínimo questionáveis acumulou uma dívida que hoje ultrapassa em muito o valor do seu patrimônio.