
O cirurgião Ivan Mendonça, do Hospital Santo Antônio de Tenente Portela, participou do programa Tribuna Popular deste sábado, quando conversou com o jornalista Jalmo Fornari sobre a primeira cirurgia bariátrica realizada na instituição.
O médico disse que o projeto passou a ser pensado por ele há três anos, quando passou a integrar a equipe e isso veio por intermédio dos crescentes casos de obesidade que são registrados atualmente. Ele citou que no Brasil o crescimento da obesidade chega a 67%.
Mendonça ainda ressaltou que o trabalho para um cirurgia bariátrica é bem complexa, uma vez, que são envolvidos um grande número de profissionais, que fazem o acompanhamento do paciente, inclusive psicológico, até que ele tenha condições de passar pela cirurgia.
O médico que é de mineiro, disse que é especialista também em cirurgia de câncer e se especializou em cirurgia do aparelho digestivo. “Quando a dona Mirna me chamou para vir para cá, eu vim porque o trabalho que ela desenvolve aqui, é semelhante ao trabalho que é desenvolvido no Hospital de Barretos, o maior hospital do câncer da América Latina.” O profissional citou que o HSA lhe oferece condições de trabalho.
O médico disse que a idéia de montar um centro de obesidade veio junto consigo e que está em percurso e que atualmente está com mais dois pacientes em tratamento para possíveis cirurgias.
Sobre a paciente que passou pela primeira cirurgia da história do HSA, ele citou que a mesma tinha hipertensão, tinha duas próteses de joelho e apresentava obesidade de grau 2, e assim, se ela seguisse engordando poderia apresentar grandes problemas de saúde.
Sobre a cirurgia ele disse que é acompanhado por um colega médico de São Paulo, doutor Fernando, que vai acompanhar e auxiliar os procedimentos presencialmente, através de uma parceria já montada.
O médico disse que nesta cirurgia se tira quase 95% do estomago e se faz uma nova ligação, já que a pessoa obesa tem um metabolismo retardado. Ele cita também que é retirada a parte que é responsável pela geração da fome, pois o paciente após a cirurgia precisa mudar seus hábitos.
Sobre o pós-operatório ele disse que ela foi operada no sábado, no domingo já deu alta e saiu caminhando e na semana seguinte já estava dirigindo. Em 15 dias ele disse que a paciente já perdeu 10 quilos e deve perder cerca de 40% do peso, sendo que ela perderá de 10 a 15 por mês até estabilizar.
O médico disse que infelizmente por enquanto cirurgia é somente particular, já que essa cirurgia é de alta complexidade e não é coberta pelo SUS. O médico disse que o valor não é muito caro, e fez uma alusão de que uma funcionária lhe disse que o procedimento custa pouco mais que um implante dentário.