
A partir das 13h30min da próxima sexta-feira (07), no Salão Paroquial de Miraguaí, acontecerá uma audiência pública que irá abordar a negociação existente entre Mais Frango e Poder Executivo.
Recentemente, as partes ampliaram os diálogos. A empresa já apresentou uma proposta para adquirir a área do empreendimento que pertence à municipalidade.
Na segunda-feira (27), diretores da Mais Frango se reuniram com os vereadores, prefeito Ivonir Botton e assessoria jurídica do município. Na ocasião, Sadi Marcolin e Adelir Weissheimer, detalharam a proposta para a compra da área pertencente à prefeitura de Miraguaí, bem como, das benfeitorias mencionadas no Contrato Administrativo nº 01/2007, assinado em abril de 2007 entre empresa e Poder Executivo.
Situado as margens da ERS 330, no bairro Irapuá, o empreendimento ocupa um espaço de 27 hectares, sendo 23 hectares de propriedade da Mais Frango e o restante do município. As edificações totalizam 12,4 mil metros quadrados. Destes, 2,4 mil metros quadrados foram construídos na área que compete à prefeitura municipal.
A proposta:
Na proposta apresentada por Sadi Marcolin e Adelir Weissheimer, a empresa fica responsável por repassar a municipalidade um terreno de quatro hectares, localizado ao lado do frigorífico, no sentido bairro Irapuá, e com 117 metros de frente para a ERS 330.
Na área permutada, cuja prefeitura municipal possivelmente destinará para a instalação de novas indústrias, a Mais Frango vai construir pavilhões totalizando 1,7 mil metros quadrados. Essa metragem corresponde ao prédio maior que estava sobre os quatro hectares da área do frigorífico no ato de assinatura do Contrato Administrativo nº 01/2007.
Caberá à administração municipal e Poder Legislativo, de forma conjunta, definir a quantidade de pavilhões a serem edificados. Também será acionado um avaliador judicial para determinar o valor dos 773,7 metros quadrados de construção que havia na época da assinatura do Contrato Administrativo em 2007, além de uma balança de cargas e duas lagoas anaeróbicas.
Durante a apresentação da proposta, a assessoria jurídica do município afirmou que, caso os vereadores aprovem a negociação, o Ministério Público e o Poder Judiciário de Tenente Portela irão homologar a decisão, porque todas as tratativas estão em comum acordo entre as partes.