
Um dos momentos mais importantes da cultura do Rio Grande do Sul acontecerá em Tenente Portela neste ano. A Geração e Distribuição da Chama Crioula, que alcança sua 72ª edição em 2019, serão realizadas nos dias 16 e 17 de agosto.
O acendimento da Chama Crioula marca oficialmente o início dos festejos farroupilhas no estado, que seguem até o dia 20 de setembro. O ritual é repetido todos os anos, desde 1947.
Detalhes da organização do evento foram debatidos em um encontro na prefeitura de Tenente Portela, no começo deste mês, que reuniu o prefeito Clairton Carboni e o presidente da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul (ORCAV), Verceli de Oliveira, que também representa o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). O presidente da comissão organizadora do evento no município, Régis Carniel, e o coordenador da 20ª Região Tradicionalista, Army João Voos Júnior, também participaram da reunião.
Verceli de Oliveira visitou diversos pontos da cidade. O objetivo é escolher o melhor lugar para a Geração e Distribuição da Chama Crioula, além de definir as acomodações para as centenas de cavalarianos que virão a Tenente Portela buscar a chama crioula e prestigiar a abertura dos festejos farroupilhas de 2019.
História da Chama Crioula:
No ano de 1947 foi criado em Porto Alegre, no Colégio Júlio de Castilhos, um Departamento de Tradições Gaúchas, com o objetivo de resgatar, preservar e proporcionar a revitalização das coisas tradicionais do Rio Grande do Sul, através da história gaúcha.
Naquele momento, um grupo de jovens do colégio manifestou o desejo de fazer, a cavalo, o acompanhamento dos restos mortais do General Farroupilha, David Canabarro, que era transladado ao Panteão Rio-grandense no cemitério da Santa Casa de Misericórdia.
O ato ocorreu em 05 de setembro, com oito jovens a cavalo. Dois dias depois, três daqueles jovens (Paixão Cortes, Cyro Ferreira e Fernando Vieira), também a cavalo, retiraram uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria, a meia noite do dia 07 de setembro, acendendo o candeeiro crioulo que foi guardado no Colégio Júlio de Castilhos, dando origem à Chama Crioula, que simboliza o apego do gaúcho à sua terra, o seu nativismo e seu telurismo.
A Chama Crioula traz em si o reconhecimento pela história e pela trajetória social do gaúcho. Desde então, o Acendimento e Distribuição da Chama Crioula se repete anualmente.