
Lideranças da Amuceleiro (Associação dos Municípios da Região Celeiro), da AMUPLAM (Associação dos Municípios do Planalto Médio) e do Consórcio Rota do Yucumã, se reuniram, nesta quarta-feira (10), com o secretário executivo da Casa Civil, José Vicente Santini. Autoridades da AMEOSC (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) também participaram do debate.
A pauta do encontro em Brasília abordou, principalmente, a construção da ponte sobre o Rio Uruguai entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ligando os municípios de Barra do Guarita e Itapiranga. Na ocasião, também foi discutida a reabertura da aduana em Porto Soberbo, no interior de Tiradentes do Sul.
Desde a conclusão da pavimentação asfáltica no trecho da RSC 163 entre Tenente Portela, Vista Gaúcha e Barra do Guarita, em abril de 2017, a construção da ponte sobre o Rio Uruguai se tornou uma pauta recorrente para inúmeras autoridades gaúchas e catarinenses.
O prefeito de Tenente Portela, Clairton Carboni, que esteve na reunião realizada em Brasília nesta quarta-feira, afirmou que o primeiro passo será o estudo de viabilidade do projeto. – Essa mobilização de todas as lideranças mostra a importância desta ponte para a região. Agora vamos dar o encaminhamento deste estudo de viabilidade para seguirmos pleiteando a obra – disse Clairton Carboni.
Sobre a aduana em Porto Soberbo, a luta das autoridades regionais pela reativação vem desde 2013. Atualmente, uma balsa efetua a travessia regular sobre o Rio Uruguai entre Brasil e Argentina, mas não há qualquer controle alfandegário e aduaneiro de veículos e passageiros no lado brasileiro, fazendo com que os turistas argentinos entrem no Rio Grande do Sul de forma irregular, ou seja, sem a tarjeta de imigração, fato que tem afastado centenas de visitantes. Do outro lado, a Gendarmeria Nacional Argentina e a Administracion Federal de Ingresos Públicos (aduana argentina), atuam na segurança de fronteira, migração, controle aduaneiro e fitozoosanitário.
Além da falta de controle alfandegário, há relatos que a ausência de fiscalização fez aumentar o contrabando e o tráfico de drogas e armas naquela parte da fronteira entre os dois países. Os prefeitos também alegam que o encerramento das atividades no Porto Soberbo está freando o fluxo turístico nos municípios que compõem o Consórcio Rota do Yucumã.