
Conforme reportagem do jornal Zero Hora, das 17 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) fechadas ou em construção no Rio Grande do Sul, dez serão entregues até o fim deste ano. Outras cinco não seguirão as diretrizes do projeto original, ou seja, funcionamento 24 horas e número mínimo de atendimentos e profissionais.
Em novembro do ano passado, o ministério da Saúde publicou a Portaria autorizando o uso das estruturas para fins diferentes daqueles inicialmente pactuados. Com isso, vários prefeitos optaram por transformar as UPAs em outros serviços de atendimento médico.
Das dez unidades que deverão ser inauguradas em 2019, apenas aquelas situadas em Cachoeirinha, Frederico Westphalen, Rio Grande (uma delas), Gravataí e Osório, continuarão no modelo tradicional de UPA. Juntas, essas unidades realizarão 41 mil atendimentos por mês. Para ficarem em condições de funcionamento, essas unidades demandaram, pelo menos, em R$ 6,5 milhões de investimentos das prefeituras.
As cinco unidades que não seguirão as diretrizes do projeto original estão localizadas nos municípios de Capão da Canoa, Ijuí, Rio Grande (uma delas), Três Passos e Santa Vitória do Palmar. Essas estruturas beneficiarão um contingente de, no mínimo, 15 mil pessoas ao mês. Os executivos municipais tiveram que desembolsar cerca de R$ 2,2 milhões para viabilizar a entrega destas unidades.