
A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) investigam relatos de mulheres que afirmam terem sido vítimas de violência sexual supostamente praticada por um policial rodoviário federal em Frederico Westphalen.
Conforme nota da PRF, a instituição tomou conhecimento, em 26 de outubro, de denúncia referente a um “suposto crime contra a dignidade sexual” praticado pelo agente durante seu período de folga.
A PRF afirma ainda que a Corregedoria Regional instaurou uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) para apurar os fatos e que o policial citado está afastado do serviço operacional.
A Polícia Civil confirmou que investiga o caso e informou que o procedimento tramita sob sigilo.
Áudios repercutiram na internet
Nas redes sociais, viralizaram mensagens de áudio que relatam que um homem, apontado como policial rodoviário federal, estaria dopando e estuprando mulheres em Frederico Westphalen. Não se sabe a identidade da mulher do áudio.
A PRF confirmou o registro de ocorrência sobre um suposto crime sexual praticado por um policial. Porém, não se sabe se o registro em questão é relacionado à mulher dos áudios.
No relato, ela afirma que saiu com o homem, há um ano, e que teria sido dopada. Conforme a mulher, na ocasião ela teria conseguido pedir socorro.
Agora, ela afirma ter visto o mesmo homem dopando outra mulher em um estabelecimento comercial. Ela teria avisado aos proprietários do local, que teriam “tomado providências”.
Em nota, o estabelecimento comercial citado nas mensagens afirma que não tem “conhecimento suficiente sobre a veracidade ou a totalidade dos fatos que estão sendo comentados”.
Conforme o comunicado da Polícia Civil, ainda não há confirmação dos fatos “nos termos em que vêm sendo divulgados nas referidas mensagens”.
A nota ainda orienta que a população evite compartilhar informações sem comprovação da veracidade e que eventuais vítimas procurem imediatamente a Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis.
Nota à imprensa da PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul tomou conhecimento, no dia 26 de outubro, de denúncia referente a suposto crime contra a dignidade sexual praticado por um policial rodoviário federal em seu período de folga, que atua na Região Norte do Estado.
A Corregedoria Regional instaurou uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) para apurar os fatos no mesmo dia em que recebeu a denúncia e o procedimento administrativo está em andamento. O policial citado está afastado do serviço operacional.
A PRF reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito aos direitos fundamentais, não tolerando qualquer conduta que atente contra a dignidade humana ou divirja dos valores institucionais e segue trabalhando em conjunto com a Polícia Civil a fim de que sejam tomadas as providências necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.
O que diz a Polícia Civil
Em razão de diversos pedidos e contatos da imprensa, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Polícia de Frederico Westphalen, informa que tomou conhecimento de mensagens que estão circulando em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens relatando um suposto caso em que um homem estaria dopando e abusando de mulheres no Município.
Esclarece-se que há inquérito policial em andamento para apuração dos fatos noticiados. O procedimento tramita sob sigilo, visando preservar a investigação e as pessoas eventualmente envolvidas. Até o presente momento, não há confirmação dos fatos nos termos em que vêm sendo divulgados nas referidas mensagens.
A Polícia Civil orienta a população a agir com responsabilidade, evitando compartilhar ou retransmitir informações sem procedência ou cuja veracidade não tenha sido devidamente comprovada, uma vez que a disseminação de boatos pode gerar insegurança, desinformação e prejuízos a terceiros.
Por fim, a Polícia Civil reforça que eventuais vítimas de crimes devem procurar imediatamente a Delegacia de Polícia para o devido registro da ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis, evitando a divulgação de relatos exclusivamente em redes sociais ou grupos de mensagens, circunstância que pode dificultar a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
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