
Criminosos estão utilizando inteligência artificial (IA) e tecnologia deepfake para aplicar um novo tipo de golpe envolvendo falsas audiências judiciais. O alerta foi divulgado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), após a identificação de uma fraude em que a imagem e a voz de um magistrado real foram reproduzidas artificialmente.
Na prática, os golpistas criam uma videoconferência que simula uma audiência oficial. Durante a chamada, pessoas se passam por juízes, advogados e servidores da Justiça. Documentos falsificados e recursos de IA são utilizados para tornar a encenação mais convincente.
Em um dos casos identificados, os criminosos chegaram a utilizar a imagem e a voz de um juiz verdadeiro. Ao longo da falsa audiência, a vítima foi pressionada a realizar pagamentos urgentes relacionados à suposta liberação de valores judiciais.
O Tribunal de Justiça reforça que não solicita depósitos, transferências ou pagamentos via PIX durante audiências judiciais. Também não realiza esse tipo de cobrança por WhatsApp, telefone ou videoconferência.
O TJRS orienta que qualquer solicitação dessa natureza seja considerada suspeita e confirmada diretamente pelos canais oficiais da instituição.
As audiências virtuais do Judiciário gaúcho são realizadas por ferramentas autorizadas, incluindo a plataforma Cisco Webex, conforme as orientações de cada unidade judicial. Por isso, convites inesperados ou comunicações informais devem ser verificados.
A tecnologia deepfake permite manipular vídeos e áudios para reproduzir características de pessoas reais, como rosto, voz e expressões. No golpe identificado pelo TJRS, a ferramenta foi utilizada para personificar um magistrado e aumentar a credibilidade da fraude.
Os criminosos também podem recorrer a avatares produzidos por IA, plataformas de videoconferência e documentos falsos para convencer as vítimas.
Informações sobre processos, sentenças ou liberação de valores devem ser conferidas diretamente nos autos e nos canais oficiais do Tribunal.
Segundo o TJRS, existem situações legítimas envolvendo pagamentos relacionados ao Judiciário, como:
Fora dessas situações, pedidos de dinheiro relacionados à liberação de valores, alvarás, sentenças ou decisões judiciais devem ser tratados com desconfiança.
O TJRS recomenda que a população:
Quem receber uma comunicação suspeita deve não realizar nenhum pagamento e guardar mensagens, documentos, áudios, vídeos e comprovantes relacionados à tentativa de fraude.
A orientação é registrar um Boletim de Ocorrência, comunicar o caso às autoridades competentes e informar o TJRS por meio de seus canais oficiais.
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