
As lavouras de canola seguem avançando no ciclo produtivo na região administrativa da Emater-Ascar de Ijuí – que abrange os municípios da Região Celeiro. Atualmente, 70% das áreas estão em florescimento, 22% permanecem em desenvolvimento vegetativo e 8% encontram-se na fase de formação de síliquas e grãos.
Nas áreas semeadas em abril, as plantas apresentam porte menor. Apesar disso, o número de síliquas supera 200 por planta. A população, porém, permanece abaixo do estande considerado ideal, estimado em 700 mil plantas por hectare. Já as lavouras em floração registram elevado número de flores por planta.
No panorama estadual, a cultura também apresenta evolução predominantemente reprodutiva. No Rio Grande do Sul, 69% das lavouras estão em floração, 23% em desenvolvimento vegetativo e 8% em enchimento de grãos. Algumas áreas da Região Noroeste já ingressaram no processo de maturação.
De maneira geral, o desenvolvimento da canola é considerado satisfatório, com adequado estabelecimento das plantas, vigor vegetativo e boas condições sanitárias na maior parte das áreas produtoras.
As condições meteorológicas, entretanto, têm provocado alguns efeitos sobre os cultivos. A frequência das chuvas, associada à elevada umidade relativa do ar e à baixa radiação solar, tem limitado a drenagem do solo e reduzido temporariamente a atividade dos insetos polinizadores. O cenário também favorece a ocorrência de doenças.
De forma pontual, foram observados impactos provocados por granizo. Nas áreas que receberam volumes mais elevados de precipitação, há ainda possibilidade de perdas de solo e nutrientes por lixiviação.
Apesar dessas condições, a situação fitossanitária permanece, de modo geral, adequada. O monitoramento está concentrado especialmente na traça-das-crucíferas e nas doenças canela-preta e mofo-branco.
No Rio Grande do Sul, a área cultivada com canola está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada em 1.619 quilos por hectare.
Os dados constam no mais recente Informativo Conjuntural da Emater-Ascar.
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