
A carência de milho no mercado tem preocupado produtores de Miraguaí que atuam na bovinocultura de leite e corte, suinocultura e avicultura.
Para debater alternativas perante a escassez no fornecimento regional do grão, a prefeitura de Miraguaí e a Emater-Ascar promoveram o 3º Seminário Municipal de Grãos e o 2º Seminário Regional de Grãos, durante essa quarta-feira (04).
– Quem produz proteína vive um drama – frisou o professor Neuri Feldmann, do Centro Universitário FAI (UCEFF). Ele ainda afirmou que 50% da produção de milho está concentrada no centro-oeste do país. – O problema é que os bichos estão aqui embaixo, na região sul – complementou o professor.
No decorrer do evento, foi destacado que a fábrica de ração instalada no distrito de Tronqueiras e pertencente ao grupo Mais Frango, busca milho no Paraguai e em outros estados brasileiros para produzir cerca de 60 mil sacas de ração por mês. A produção é distribuída em 120 aviários situados em diferentes municípios da Região Noroeste.
Em Miraguaí, são 31 aviários que alojam aproximadamente 850 mil aves. Segundo o extensionista da Emater-Ascar, Enéias Lenhardt, o município produz anualmente cerca de 5,6 mil toneladas de milho. Outras 21 mil toneladas da cultura são destinadas a silagem.
– O grão é o combustível que faz gerar energia na silagem – ponderou Pedro de Canto, funcionário da empresa chinesa Lomgping-High Tech. Para ele, basicamente, um bom milho para a silagem deve ter uma alta produção de grãos, que é o que gera energia, e fibra, o mais digestível possível.
Energia:
Outro tema discutido durante o evento em Miraguaí foi o potencial para a produção de energia obtida de duas fontes: vegetal e solar. Especialistas no assunto falaram sobre as vantagens da produção de árvores para o comércio de lenha e sobre a energia solar fotovoltaica, que converte a luz solar em eletricidade.