
O Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RS) atualizou os dados da acidentalidade no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e setembro deste ano, foram 1.115 acidentes com vítimas fatais. Do total de 1.249 mortes, 38% são decorrentes de colisões frontais, 23% de atropelamentos e 11% de colisões laterais. Conforme os órgãos fiscalizadores, as colisões frontais estão relacionadas, frequentemente, a ultrapassagens mal sucedidas, feitas em locais indevidos e sem a necessária visibilidade e segurança.
No âmbito estadual, em quase 28% dos acidentes de trânsito dentro do período analisado, quem perdeu a vida foram os motoristas dos veículos. Em 24% das ocorrências, houve o óbito de motociclistas. Pedestres atropelados representam cerca de 20% e passageiros 18%. Quanto ao tipo de veículos envolvidos nos acidentes com vítimas fatais, 37% foram automóveis, 20% motos e 16% caminhões.
De acordo com as estatísticas do DETRAN/RS, entre janeiro e setembro de 2018, as estradas da Região Celeiro registraram 24 acidentes com vítimas fatais, o que ocasionou a morte de 26 pessoas. A maioria das ocorrências aconteceu em trechos estaduais (10), seguido por vias municipais (9) e rodovias federais (5).
Redentora, Tenente Portela e Três Passos tiveram o maior número de vítimas fatais no trânsito no período analisado, com quatro óbitos cada. Por outro lado, nove municípios da Região Celeiro não contabilizam nenhum acidente com morte entre janeiro e setembro. São eles: Braga, Campo Novo, Chiapetta, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul, Humaitá, Inhacorá, São Valério do Sul e Sede Nova.

Metodologia:
No caso específico da acidentalidade, o DETRAN/RS adotou a metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU), que sugere que os feridos em acidentes de trânsito devem ter sua evolução acompanhada por 30 dias a contar da data do fato e, caso venham a falecer, serão incluídos nas estatísticas de mortalidade no trânsito.