
O salário médio de contratação em empregos com carteira assinada no Brasil voltou a cair em maio e acumula queda de 5,6% em um ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Em maio, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.898,00, contra R$ 1.916,00 em abril e R$ 2.010,00 em maio do ano passado, em valores corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Nos cinco primeiros meses deste ano, apenas em abril o salário de admissão registrou aumento real.
De acordo com os dados do Governo Federal, foram criados 277 mil empregos com carteira assinada em maio deste ano. No acumulado de 2022, o Brasil registra 1,05 milhão de vagas formais abertas.
Os números do CAGED mostram, porém, que os salários médios iniciais continuam encolhendo. Na prática, a recuperação do mercado de trabalho e a queda do desemprego ainda não refletem uma melhora da renda, que segue sendo corroída pela inflação e pelo elevado número de brasileiros em busca de uma ocupação.
Levantamento feito recentemente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que, entre as 140 profissões com maior volume de contratações, em apenas oito o salário de admissão conseguiu bater a inflação no último ano.
Entre os 21 principais grupamentos de atividades econômicas, os menores salários de contratação em maio deste ano foram observados em vagas em serviços domésticos, alojamento e alimentação e no comércio. Já as maiores remunerações iniciais foram pagas em ocupações em atividades financeiras, no setor de eletricidade e gás e em organismos internacionais.
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