
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, colocou dados fiscais, bancários e telemáticos à disposição da Justiça e poderá retornar ao Brasil caso seja convocado para prestar depoimento à Polícia Federal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 19, pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho.
Segundo o advogado, a disposição de colaborar com as investigações foi comunicada pessoalmente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria de dois dos inquéritos que envolvem o empresário.
Em entrevista, Carvalho afirmou que a iniciativa ocorreu após uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o filho colaborasse voluntariamente com as autoridades e autorizasse o acesso às informações solicitadas. O advogado disse ainda ter comunicado a disposição de Lulinha ao diretor-geral da Polícia Federal.
De acordo com o relato da defesa, a Polícia Federal teria informado, naquele momento, não possuir elementos suficientes para justificar a oitiva do empresário. Carvalho também defendeu o encerramento das investigações envolvendo Lulinha e contestou os fundamentos das apurações. As declarações representam a posição da defesa.
Fábio Luís é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal a partir do fim de julho. Dois estão sob relatoria de André Mendonça e outro sob responsabilidade do ministro Flávio Dino.
As apurações investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a possíveis interesses de empresas junto ao governo federal. Lulinha nega ter praticado irregularidades.
O nome do empresário passou a aparecer nas investigações após a apuração de sua proximidade com Roberta Luchsinger, investigada no contexto da Operação Sem Desconto, relacionada a fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
Atualmente, Fábio Luís vive na Espanha com a família. Conforme sua defesa, ele retornará ao Brasil caso seja formalmente convocado pelas autoridades para prestar esclarecimentos.
A disponibilização voluntária dos dados e a disposição para depor não significam o encerramento das investigações, que seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
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