
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou o motorista do caminhão envolvido no acidente que matou 11 pessoas e deixou outras sete feridas na BR-116, em Pelotas, no Sul do Estado. A tragédia aconteceu em 2 de janeiro, durante o feriadão de Ano Novo.
A denúncia aponta a prática de 11 homicídios culposos e sete lesões corporais culposas na direção de veículo automotor. A ação foi apresentada pelo Ministério Público no dia 18 de agosto.
Conforme o MPRS, o motorista teria agido com imprudência e negligência no acidente ocorrido no km 491 da rodovia. Além da responsabilização criminal, o órgão solicitou à Justiça a fixação de um valor mínimo de indenização para os sobreviventes e para os familiares das pessoas que morreram na colisão.
Como aconteceu o acidente
Segundo a investigação, o caminhão, que estava carregado com areia, seguia no sentido São Lourenço do Sul–Pelotas quando o motorista não teria percebido que os veículos à frente estavam parados em razão de um caminhão em pane.
O trecho passava por obras, com desvio de pista e velocidade máxima reduzida.
Conforme a polícia, o motorista estaria mexendo no rádio no momento da colisão. Ele sofreu ferimentos leves e foi submetido ao teste do etilômetro, que não indicou consumo de álcool.
O acidente ocorreu por volta das 11h20, na altura do km 491. Na tentativa de evitar a colisão com os veículos parados, o motorista teria ingressado na pista contrária e atingido frontalmente um ônibus que trafegava no sentido oposto.
Parte da carga de areia transportada pelo caminhão foi arremessada para dentro do coletivo.
Segundo a Ecovias, empresa responsável pela administração da rodovia, o caminhão teria desviado para a contramão após ser surpreendido pelo congestionamento formado no trecho. Ao tentar evitar a colisão com os veículos parados, acabou atingindo o ônibus.
Onze pessoas morreram
As 11 vítimas fatais estavam no ônibus, entre elas o motorista, o cobrador e nove passageiros. Os mortos tinham entre 34 e 85 anos.
Cinco vítimas eram naturais de São Lourenço do Sul, três de Pelotas, uma de Bagé, uma de Candiota e uma de Oriximiná, no Pará.
As vítimas foram identificadas como:
Além das mortes, outras sete pessoas ficaram feridas. Sobreviventes chegaram a permanecer soterrados por cerca de cinco horas até serem resgatados.
Com a denúncia, o caso passa a ser analisado pela Justiça, que deverá avaliar as acusações apresentadas pelo Ministério Público e os pedidos relacionados à reparação dos danos causados às vítimas e aos familiares.
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