
Com área ainda em definição, a semeadura do trigo iniciou de forma incipiente no Rio Grande do Sul, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais utilizados no Estado.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater-Ascar na quinta-feira (21/5), apesar do início do plantio, o cenário para a próxima safra segue marcado por elevada cautela dos produtores, como reflexo da combinação de custos de produção elevados, maior restrição ao crédito rural, limitações na cobertura securitária e perspectiva de maior risco climático em função da possível atuação de El Niño durante o inverno e a primavera.
Observa-se tendência de redução da área cultivada com trigo no RS, associada tanto à menor expectativa de rentabilidade quanto à substituição do trigo por outras alternativas de inverno, como canola, plantas de cobertura e sistemas com milho do cedo, seguido de soja safrinha. Também há indicativos de redução no nível tecnológico empregado, como aumento do uso de sementes próprias e menor demanda por sementes fiscalizadas.
A estimativa de área a ser cultivada na safra 2026 está em levantamento pela Emater-Ascar. Na safra 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção de 3.458.083 toneladas, conforme o IBGE.
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