Israel lançou novos bombardeios neste domingo (19) sobre várias áreas da Faixa de Gaza, em resposta a um ataque com mísseis antitanque contra militares israelenses em Rafah, no sul do território, que deixou dois mortos e três feridos.
O Hamas negou envolvimento na ofensiva e declarou manter o compromisso com o cessar-fogo. Em comunicado, as Brigadas al-Qassam afirmaram não ter contato com grupos armados que atuam na região desde março.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou que o exército “atacasse fortemente alvos terroristas”. Segundo fontes locais e a emissora Al-Jazeera, os ataques israelenses atingiram um café no centro de Gaza e o campo de refugiados de Nuseirat, deixando ao menos 42 mortos.
Com o ataque, Israel suspendeu temporariamente a entrada de ajuda humanitária, e caminhões com mantimentos e material médico retornaram ao Egito. A passagem de Rafah segue fechada e sua reabertura dependerá, segundo Netanyahu, do cumprimento do acordo por parte do Hamas, incluindo a devolução de reféns.
O grupo palestino afirmou ter localizado o corpo de um refém israelense e se dispôs a entregá-lo se houver condições de segurança. Israel cobra ainda a devolução de 16 corpos de reféns sequestrados em outubro de 2023.
Ao final do dia, o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, classificou o ataque em Rafah como “violação flagrante” do cessar-fogo e alertou que as tropas permanecem em estado de alerta máximo.
