O advogado João Leite, consultor jurídico da relatora da CPI do Ozempic em Tenente Portela, instaurada na Câmara Municipal, defendeu a perda de mandato do prefeito Rosemar Sala. Em entrevista exclusiva ao programa Tribuna Popular, Leite acusou o prefeito de cometer ato de improbidade, argumentando que Sala deveria ser enquadrado no crime de responsabilidade, foco da investigação da CPI.
Leite criticou alguns vereadores e apontou conflitos de interesse do consultor jurídico da CPI, Fernando da Silva, que, segundo ele, deveria ter se declarado impedido devido às suas relações com o prefeito municipal. O advogado revelou que foi procurado pelos vereadores Luisa Silva Barth e Heitor Henrique Furini, que expressaram preocupação com a atuação de Fernando da Silva na comissão.
O presidente da CPI, Jaine Sales, foi acusado por Leite de ceder a pressões do consultor jurídico, aceitando o que ele chamou de “aberrações jurídicas”, incluindo um requerimento que convocava a relatora como testemunha. Leite, autor de uma ação junto à OAB em Porto Alegre para afastar Fernando da Silva, denunciou a falta de ética do advogado da CPI.
Quanto aos próximos passos da comissão, Leite lamentou que a mesma deva ficar parada até o próximo ciclo legislativo, acusando o prefeito Sala de atrasar o relatório e obstruir os trabalhos. O advogado afirmou que os vereadores da situação têm agido para proteger o prefeito da investigação de possível perda de mandato.
Leite assegurou que está em contato com o Ministério Público e revelou que uma denúncia será formulada contra o prefeito, independente do desfecho da CPI. Ele ressaltou que todas as medidas judiciais necessárias serão tomadas para estabelecer a verdade sobre as acusações levantadas durante a investigação.