O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou a presença do vírus da febre amarela em cinco macacos mortos, reforçando a necessidade de medidas preventivas e vacinação. As amostras foram coletadas em bugios encontrados nos municípios de Riozinho, Três Coroas, Santo Antônio das Missões e São Borja, sendo este último com dois casos confirmados. Os resultados dos exames foram divulgados no final da última semana.
Essa confirmação ressalta a importância da vacinação da população, principalmente para aqueles que acessam áreas de mata em cidades onde foram identificados casos de macacos infectados. Vale destacar que os primatas não são responsáveis pela transmissão da doença aos humanos, mas servem como indicadores da presença do vírus em uma região.
No primeiro semestre de 2023, o Rio Grande do Sul já havia registrado dois casos de primatas positivos para a febre amarela nos municípios de Caxias do Sul (janeiro) e Santo Antônio das Missões (junho). Em 2022, não foram registradas ocorrências em animais no estado.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos, com dois ciclos de transmissão: o silvestre e o urbano. Até o momento, não há casos humanos confirmados de febre amarela no Rio Grande do Sul desde 2009.
A Vigilância Ambiental em Saúde investiga as mortes suspeitas de primatas para determinar as áreas de risco, onde a vacinação da população é incentivada. Em caso de encontro de macacos mortos ou doentes, a população é orientada a informar imediatamente o serviço de saúde local ou estadual. O Cevs disponibiliza o Disque Vigilância pelo telefone 150, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h, para receber essas informações.
Além da vacinação, a população que se desloca para áreas de risco deve adotar medidas preventivas, como o uso de repelentes, especialmente em ambientes silvestres. A região dos municípios de Três Coroas e Riozinho é particularmente destacada devido à alta circulação de pessoas devido ao turismo rural.