A imprudência no trânsito está se tornando uma tendência alarmante no Rio Grande do Sul, à medida que o número de multas aplicadas por não utilização do cinto de segurança disparou 88% nos últimos cinco anos. Os dados alarmantes, que incluem apenas o período de janeiro a julho, revelam um crescente descaso com esse equipamento de segurança vital no estado.
Em 2023, as autuações por falta de uso do cinto de segurança atingiram o nível mais elevado desde o início dos registros em 2010, de acordo com um levantamento realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS). Especialistas enfatizam que negligenciar esse item de segurança aumenta significativamente o risco de morte em acidentes rodoviários.
Conforme os dados fornecidos pelo Detran a pedido do GZH (Grupo de Jornais Hoje), foram aplicadas 100,9 mil multas por falta do uso do cinto nos primeiros sete meses de 2023, comparado a 53,6 mil no mesmo período de 2018. Isso sugere uma crescente displicência por parte de condutores e passageiros em relação ao uso desse dispositivo essencial. Os últimos três anos registraram os níveis mais altos de infrações do artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) de todo o período analisado, com um aumento de 21% em relação ao ano anterior.
Embora as estatísticas possam variar de acordo com os critérios de pesquisa, todas apontam para a eficácia do cinto de segurança. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em junho do ano passado revelou que o uso do cinto reduz entre 45% e 50% a probabilidade de ferimentos mortais entre ocupantes dos bancos dianteiros, e pelo menos 25% entre aqueles que estão no banco traseiro. Outros estudos indicam percentuais ainda maiores, como um trabalho realizado pela autoridade nacional de trânsito dos EUA, que apurou um índice de 43% de redução para os ocupantes do banco traseiro.
Diante desses dados alarmantes, as autoridades de trânsito e a sociedade como um todo devem reforçar a importância do uso do cinto de segurança, visando à segurança de todos os passageiros nas estradas do Rio Grande do Sul.