Cidades Agricultura
Secretarias da Agricultura e Meio Ambiente do RS coordenam ações diante de registros de Influenza Aviária
A origem da disseminação do vírus da gripe aviária entre os mamíferos marinhos ainda não foi esclarecida
09/10/2023 14h42
Por: Jonas Martins Fonte: Governo RS
Governo está trabalhando em monitoramento (Foto: Governo RS)

Nesta segunda-feira (9), as Secretarias da Agricultura (Seapi) e do Meio Ambiente (Sema) do Rio Grande do Sul realizaram uma reunião de coordenação para lidar com os recentes casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) detectados na fauna marinha do litoral Sul do estado.

Um dos principais tópicos discutidos durante a reunião foi a destinação adequada das carcaças dos mamíferos marinhos suspeitos ou confirmados com gripe aviária. O diretor substituto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, Francisco Lopes, explicou que a realização das eutanásias e o enterro desses animais não é uma tarefa simples e requer a cooperação de pesquisadores, órgãos ambientais e secretarias municipais de obras. Cada prefeitura possui suas particularidades em relação a equipamentos, pessoal e processos.

Até o momento, o Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou três casos de IAAP no litoral gaúcho, sendo dois na Praia do Hermenegildo (um leão-marinho da Patagônia e um lobo-marinho sul-americano) e um na Praia do Cassino (leão-marinho da Patagônia). Estima-se que cerca de cem exemplares tenham sido encontrados mortos ou doentes no Rio Grande do Sul, a maioria na região de Mostardas para baixo, com seis casos adicionais nas proximidades de Torres.

A origem da disseminação do vírus da gripe aviária entre os mamíferos marinhos ainda não foi esclarecida, aumentando a preocupação com a possível transmissão da doença para os seres humanos. Francisco Lopes ressaltou que não se sabe se os mamíferos adoecem por contato direto com aves contaminadas, por meio do ambiente ou de outras formas, e a permanência do vírus no ambiente é uma preocupação adicional.

Portanto, as autoridades recomendam fortemente que as pessoas evitem se aproximar e manipular os mamíferos afetados, uma vez que a influenza aviária é altamente contagiosa, e o contato com animais doentes pode resultar na transmissão para os seres humanos. A diretora do DDA, Rosane Collares, enfatizou a importância da conscientização e solicitou que suspeitas de casos sejam comunicadas através do WhatsApp pelo número (51) 98445-2033, a fim de que medidas adequadas possam ser tomadas para conter a propagação da doença.