Os registros de casos de zika vírus no Brasil aumentaram em 20% desde janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093 em comparação ao mesmo período de 2022. Entre as regiões do país, a Região Sudeste apresentou o maior aumento de casos, com um aumento percentual de 11,7%.
O Ministério da Saúde enfatizou que os dados são preliminares e podem estar sujeitos a alterações. Além disso, destacou que a vigilância das arboviroses, incluindo infecções causadas pelo vírus zika, é um processo de notificação compulsória. Isso significa que todos os casos suspeitos e/ou confirmados devem ser obrigatoriamente notificados aos serviços de saúde.
Em resposta ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate a essas doenças transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde ativou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e coordenou ações de apoio em 11 estados com os maiores números de casos e mortes por dengue e chikungunya. Adicionalmente, investiu-se R$ 84,3 milhões na aquisição de inseticidas, larvicidas, kits de diagnóstico e na capacitação de profissionais de saúde, visando fortalecer a resposta a essas doenças transmitidas por mosquitos.