A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), aumentou a pena de Alexandra Dougokenski para 38 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e 8 meses de detenção. A ré havia sido condenada em janeiro de 2023 a 30 anos e 8 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Planalto, por homicídio doloso quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima) cometido contra o próprio filho, além de outros crimes como ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.
O acórdão da decisão foi emitido em 28 de julho, rechaçando por unanimidade todas as teses de anulação do júri apresentadas pela defesa da ré.
O procurador de Justiça Norberto Cláudio Pâncaro Avena classificou o caso como um dos mais graves em seus 33 anos de Ministério Público, destacando a personalidade dissimulada da ré que apresentou diversas versões durante o processo, incluindo tentar incriminar o pai da vítima. Avena elogiou o trabalho impecável dos promotores que atuaram em plenário.
A procuradora de Justiça Jacqueline Fagundes Rosenfeld ressaltou a gravidade do caso e os requintes de crueldade praticados pela própria mãe contra o filho, destacando o retorno necessário à sociedade com o aumento da pena. Rosenfeld enalteceu a atuação do Ministério Público, que acompanhou o caso desde o início e atuou com firmeza e equilíbrio no plenário do júri.