Um caso de atropelamento de um cachorro de rua foi um dos assuntos mais comentados nesta semana em Tenente Portela. O animal ficou ferido e foi atendido pela Associação Portelense de Proteção Auxílio e Tratamento aos Animais (Appata). A conta de mais de R$ 5 mil poderá ser cobrada da motorista que atropelou o animal, depois que a associação registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
Segundo as informações divulgadas pela Appata, o animal, batizado pela associação como “João”, foi atropelado na Avenida Santa Rosa, nas proximidades da rotatória da Corsan. A motorista não parou para prestar socorro, e testemunhas acionaram a Appata para efetuar o resgate. O animal foi conduzido para uma clínica veterinária pela Brigada Militar.
O atropelamento causou uma luxação sacro ilíaca bilateral e fraturas no fêmur e na tíbia. Para tratar as lesões, o animal passou por uma cirurgia e tem sua recuperação estimada em 60 dias. A necessidade de cirurgia, taxa de anestesista, bloco, raio-x, medicação pós-cirúrgica e internação de no mínimo 60 dias rendeu um orçamento de R$ 5.205. O valor pode ser ainda maior dependendo do tratamento.
A associação entrou em contato com a proprietária do veículo que estaria envolvido na caso. A tentativa era buscar um ressarcimento dos valores que seriam empregados no tratamento de João. Segundo a entidade, foi proposto um parcelamento para facilitar o pagamento por parte da motorista, que não aceitou nenhum acordo.
Como não houve acordo extrajurídico, a associação fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra a proprietária do veículo. O advogado Eliseu José Marion, assessor jurídico da Appata, disse que o boletim de ocorrência tem por objetivo apurar a responsabilidade criminal do veículo envolvido na ocorrência. Já na esfera cível, onde se busca o ressarcimento dos gastos com o cachorrinho “JOÃO” (nome dado de forma aleatória tão somente para sua identificação), ainda não foi ingressado, porém será analisada a possibilidade de ingresso da demanda nos próximos dias.
“Frisamos, ainda não ingressamos, porém, não havendo alternativa amigável, iremos sim ingressar com a demanda na Justiça (esfera cível) para buscar o ressarcimento dos valores gastos com todo atendimento e tratamento do querido ‘JOÃO’.” - Explica o advogado.
Appata é uma entidade sem fins lucrativos que sobrevive das doações feitas pela comunidade e do trabalho de voluntários. A diretora da entidade destaca que cachorros de rua sempre vão existir, então cabe às pessoas a conscientização e os cuidados, pois os animais têm a inocência de uma criança ao atravessar a rua.
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