O médico Leandro Boldrini, que foi condenado por participação no plano de morte do próprio filho, Bernardo Uglione Boldrini, terá o direito de pleitear a progressão de regime a partir de agosto. Ele está cumprindo pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas desde 2014 e atingirá em 19 de agosto o requisito temporal para passar do regime fechado para o semiaberto.
Mesmo que a defesa de Boldrini tenha solicitado anulação do segundo julgamento, concluído em 23 de março em Três Passos, a decisão da Justiça sobre sua progressão de regime não será afetada. Comprovando ter oferta de trabalho, a Justiça pode autorizar sua saída da prisão durante o período de expediente.
O período de nove anos em que Boldrini esteve preso preventivamente desde 2014 será contado para fins de progressão, descontando da pena total. Além disso, o tempo de remição obtido por causa do trabalho dentro da prisão, que totalizou 1.125 dias, equivalente a mais três anos, será considerado para diminuir sua condenação. Dessa forma, a Justiça entende que já foram cumpridos 12 anos de prisão.
A lei exige ainda que seja apresentado um atestado de boa conduta carcerária, que é emitido pela direção da prisão. Boldrini nunca teve faltas disciplinares anotadas em sua ficha.
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