A colheita da soja no Rio Grande do Sul para o ciclo 2022/2023 já ultrapassou 30% da área total cultivada, que é de 6,5 milhões de hectares, e espera-se um aumento no ritmo da colheita na próxima semana, conforme divulgado pela Emater/RS-Ascar. No entanto, devido à estiagem, o desempenho da cultura varia muito entre as regiões produtoras, como apontado no Informe Conjuntural da empresa divulgado na quinta-feira (13).
A produtividade média esperada é de 2.175 quilos de grãos por hectare, mas as lavouras situadas na parte oeste do estado, mais afetadas pela seca, poderão apresentar resultados ainda mais baixos, a menos que as perdas sejam compensadas pelo rendimento das cultivares de ciclo mais tardio. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, uma das mais impactadas pela seca, a colheita da soja atingiu 39%, com uma produtividade média de 1.152 quilos por hectare (19 sacas/hectare).
Na região administrativa de Ijuí, os prejuízos são mais acentuados no Alto Jacuí, com perdas de produção estimadas em 50% até o momento. A estiagem resultou em uma grande demanda de produtores por cobertura de seguros agrícolas, de acordo com a Emater. Desde a última semana de março até o início desta semana, a empresa recebeu, em média, 300 solicitações por dia para vistorias de Proagro, a maioria concentrada na região oeste do estado.
No entanto, o número de pedidos está diminuindo, conforme observado por Célio Colle, assessor da Diretoria Técnica e responsável pelo setor de crédito rural da Emater. "Acho que já atingimos o máximo, pois a área já está pronta para a colheita", explica Colle, acrescentando que 51% da área plantada com soja no estado está em fase de maturação de grãos.
Segundo Colle, em média, o Rio Grande do Sul registra cerca de 135 mil contratos de seguro agrícola por ano, sendo 55 mil para lavouras de soja. No entanto, ele estima que apenas 40% da área total de plantio de soja tenha cobertura de seguro ou Proagro.