Cidades Estiagem
Seca quebra safra, castiga produtores e força emergência
A quebra na safra de milho é um dos principais motivos nos inúmeros decretos de emergência lançados por municípios do estado
13/01/2023 16h03 Atualizada há 3 anos
Por: Jonas Martins Fonte: Jornal Província
A falta de água já atinge as comunidade rurais e a cidade. Prefeituras estão distribuindo água no interior (Foto: Ascom/Três Passos)

“Já é a terceira safra de milho que não dá nada.” A frase é ouvida de quase todos os produtores de milho das zonas rurais de nossos municípios, onde a falta de precipitações no fim de um ano e no começo do outro, afeta a colheita de milho pelo terceiro ano consecutivo.  

A queda na produtividade atingiu 58% no ano de 2020/2021, e segundo a EMATER e outras consultorias especializadas, este ano deve superar facilmente os 50%.

Consultor em agronegócio, Carlos Cogo detalhou, que a situação das lavouras sulistas variam por área. Com a exibição de gráfico, destacou que a projeção aponta para a quebra de 50% do milho no oeste do Paraná, no noroeste gaúcho e na Fronteira Oeste. Enquanto isso, as perdas tendem a ser de até 20% para a faixa central de Santa Catarina.

A quebra na safra de milho é um dos principais motivos nos inúmeros decretos de emergência lançados por municípios do estado, mas há também grandes problemas para o abastecimento de água no interior e, em alguns casos, nas áreas urbanas.

Das cidades que decretaram emergência, 16 tiveram as ordens confirmadas pelo governo do Estado. A homologação permite às prefeituras receber ajuda humanitária, como caixas d’água e reservatórios móveis.

A Defesa Civil Estadual empresta 10 reservatórios de água com 4,5 mil litros a prefeituras gaúchas. São cidades que emitiram decretos e terão o empréstimo por até 90 dias.

Os municípios são sempre os primeiros a agir, mas o Estado responde quando eles não podem.

Em 2022, mais de cem cidades adquiriram reservatórios com recursos oriundos do governo federal.

O reconhecimento pela União habilita o município a receber recursos. Até agora, apenas Tupanciretã teve o decreto reconhecido pelo governo federal.

Uma ordem de serviço no Diário Oficial do Estado estabelece o estado de atenção em todo o Rio Grande do Sul devido à baixa disponibilidade hídrica que compromete o abastecimento humano da Corsan. O estado de atenção vigora pelo prazo de 90 dias.

Corsan acompanhará diariamente os níveis dos mananciais para identificar problemas de abastecimento. Se for identificado, deve-se notificar imediatamente para que se possam tomar as medidas cabíveis. A Corsan pode intervir no manancial em caso de urgência.

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