Equipe de fiscais da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), com o apoio da Brigada Militar (BM), realizou a apreensão de 1.220 litros de agrotóxico do princípio ativo Paraquate, de origem estrangeira e uso proibido. A ação de fiscalização foi desencadeada na Região Noroeste do Estado, na quinta-feira (19/5).
Os agrotóxicos de princípio ativo Paraquate tiveram sua comercialização proibida pela ANVISA a partir de 22 de setembro de 2020, e seu uso vedado em 31 de maio de 2021 na região Sul do Brasil, em função de estar associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson, segundo estudos científicos. Além da questão de riscos à saúde, a importação desses agrotóxicos é considerada crime de contrabando, por se tratar de produto proibido. Antes da proibição, o principal uso deste produto destinava-se a dessecação de plantas daninhas, em especial o azevém e a buva.
— A entrada desse agrotóxico no Brasil se dá de forma ilegal, em geral trazidos da Argentina e Uruguai, o que tem exigido grande esforço dos órgãos policiais e de fiscalização. Aqueles que adquirem este produto, em geral, sabem da proibição, mas mesmo assim assumem o risco — destaca o chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da SEAPDR, Rafael Friederich de Lima.
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