Geral Saúde
SES emite alerta epidemiológico para situação crítica de dengue no RS
Documento é voltado para profissionais de saúde, com orientações em casos suspeitos
29/03/2022 14h41
Por: Editoria Local Fonte: SES/RS
Rio Grande do Sul registrou até o momento, em 2022, 2.252 casos confirmados de dengue, entre eles, 2.031 autóctones (Foto: Diones Roberto Becker)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) emitiu um alerta epidemiológico sobre a dengue. — Os dados epidemiológicos apontam para um aumento de casos de dengue este ano em relação ao ano passado, tanto de notificações quanto de confirmações. A tendência é seguir até mais ou menos junho, que é o período sazonal da doença — afirmou o biólogo do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Jáder Cardoso, durante reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) Arboviroses, ocorrida na sexta-feira (25/3).

O Rio Grande do Sul registrou até o momento, em 2022, 2.252 casos confirmados de dengue, entre eles, 2.031 autóctones, ou seja, contraídos no próprio território de residência. As regiões do Estado mais críticas são as pertencentes às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) de Porto Alegre (1ª), de Frederico Westphalen (2ª) e de Lajeado (16ª). Até agora, 193 municípios gaúchos notificaram casos suspeitos. Foi confirmada uma morte por dengue, em Chapada, e seis outros óbitos estão em investigação por dengue.

O documento é voltado para os profissionais de saúde, com orientações sobre como lidar com casos suspeitos dessas doenças e sensibilizar a classe médica para o diagnóstico. — Quando os pacientes chegam aos serviços de saúde com sintomas gripais é preciso avaliar não apenas a possibilidade de coronavírus, mas também arboviroses como a dengue — ressaltou a diretora do CEVS, Cynthia Molina Bastos.

Em breve, os municípios irão receber capacitação do CEVS com apoio do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS) e serão estimulados a realizarem mutirões de limpeza. O objetivo é reduzir os criadouros de mosquitos causadores da dengue. — Os mosquitos se valem de resíduos sólidos que podem manter água parada para se reproduzirem — explicou Jáder Cardoso. — Cada município, cada território tem suas particularidades. O combate do mosquito deve ser realizado nos municípios — frisou a diretora do CEVS.

O alerta emitido diz que os municípios não devem aguardar a confirmação de um caso para tomar as medidas sanitárias e ambientais cabíveis, mas sim, agir logo na ocasião da suspeita.

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