Especiais Gesto de amor
Captação de órgãos de doadora da Região Celeiro é realizada em Ijuí
Mulher de 49 anos teve diagnosticada morte encefálica
28/01/2022 17h20
Por: Editoria Local Fonte: Assessoria de Comunicação | Unimed Noroeste-RS
Equipe de profissionais que realizou a captação de órgãos (Foto: Divulgação | Assessoria de Comunicação - Unimed Noroeste/RS)

Em meio a dor da despedida de um ente querido, um gesto de empAitia e amor que se transforma em esperança para outras vidas. Com a autorização da família, a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul realizou na noite da quarta-feira (26/1), a captação de órgãos no Hospital Unimed Noroeste/RS em Ijuí. A doadora do sexo feminino, de 49 anos de idade e moradora de Santo Augusto, na Região Celeiro, estava internada desde o dia 12 de janeiro, cujo quadro de saúde teve evolução para encefalopAitia hipóxica isquêmica grave, com posterior progressão para morte encefálica. Exames clínicos e de imagem realizados na terça-feira (25/1), comprovaram o diagnóstico, o que determinou o início do processo de doação, que na instituição é de responsabilidade da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

Segundo familiares, o gesto atende o desejo da paciente. — A doação que ela sempre teve pelos menos favorecidos. Mesmo não tendo muitas condições, ela sempre estava disposta a ajudar o semelhante — relatou um familiar. — Para nós é um sentimento de continuidade. É o que nos dá conforto — completou o parente da mulher.

A psicóloga hospitalar, Débora Andrade, que atua no Hospital Unimed Noroeste/RS, explicou que apesar da dor e do sofrimento da perda repentina, a doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade, além de ser facilitador do processo de luto, pois estão realizando o desejo da paciente em ser doadora, expressado em vida.

A equipe responsável pelo transplante teve como médico captador o cirurgião pediátrico, Gustavo Pileggi Castro, de Passo Fundo. A doação resultou na captação dos rins e fígado. — O gesto bondoso e caridoso da doação tira várias pessoas das filas de transplante — destacou o profissional, mencionando a importância da atitude. Ele acrescenta que são situações de dificuldade como a realização de hemodiálise ou de um caso gravíssimo de insuficiência hepática, por exemplo. — É um gesto muito carinhoso, porque a pessoa vai continuar com seus órgãos funcionando, vivos em outras pessoas — reforçou o cirurgião pediátrico.

Esta é a segunda captação de órgãos realizada no Hospital Unimed Noroeste/RS desde o credenciamento no Sistema Nacional de Transplantes para captação de órgãos e tecidos, que ocorreu em setembro de 2016. A partir de então, a notificação de Morte Encefálica (ME) tornou-se obrigatória à Central de Transplantes do Estado, visando a identificação de possíveis doadores. A captação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar.

— A doação de órgãos pode beneficiar inúmeras pessoas que estão em filas de transplante. A decisão de doar, em caso de morte encefálica, é de responsabilidade da família. Por isso, a importância de informarmos nossos familiares sobre o desejo de doar — frisou a médica intensivista e cardiologista, Andrieli de Oliveira Buzzeto, coordenadora da CIHDOTT no Hospital Unimed Noroeste/RS.

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