Geral Devido à estiagem
SEAPDR solicita ampliação do prazo para semeadura da soja no RS
Ofício foi encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
22/01/2022 14h35
Por: Editoria Local Fonte: SEAPDR
SEAPDR propõe que o calendário de plantio no Estado seja estendido até 28 de fevereiro de 2022 (Foto: Diones Roberto Becker)

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) encaminhou na quarta-feira (19/1) ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), solicitando que flexibilize o prazo estabelecido na portaria nº 394, de 10 de setembro de 2021, que definiu o período para semeadura da soja no Rio Grande do Sul entre 13 de setembro de 2021 e 31 de janeiro de 2022, para fins de atendimento ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS). A SEAPDR propõe que o calendário de plantio seja estendido até 28 de fevereiro de 2022.

Assinado pela secretária Silvana Covatti, o ofício afirma que a prorrogação do prazo é imprescindível, ao lembrar que a soja é a principal pauta da exportação no Rio Grande do Sul e tem grande relevância socioeconômica ao Estado. — Em visita ao Estado na semana passada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pode ver de perto a situação das nossas lavouras e a necessidade de medidas que mitiguem os efeitos da estiagem — destaca Silvana Covatti. Na safra 2021/2022, a previsão inicial era de implantação de 6,3 milhões de hectares com o grão no meio rural gaúcho.

O diretor do Departamento de Defesa Vegetal da SEAPDR, Ricardo Felicetti, explica que, em função da estiagem enfrentada no Estado e da situação de perda de diversas lavouras de soja, há tendência de haver necessidade de replantio de algumas áreas após a data limite de semeadura, de 31 de janeiro, período em que os prognósticos climáticos indicam possibilidade de operação. — Há também situações de produtores que não conseguiram semear suas lavouras pela falta de chuva, os quais viriam a realizar o cultivo em situações de adequabilidade hídrica, que possivelmente ocorrerá no Estado somente a partir de fevereiro — acrescenta Ricardo Felicetti.

O diretor pontua que o plantio de soja nessas condições insere-se fora das condições preferenciais de cultivo. Contudo, afirma que, frente às perdas ocasionadas pela estiagem, a medida justifica-se técnica e economicamente.

Nas reuniões em que manteve com o MAPA neste ano, a secretária Silvana Covatti também havia reivindicado o alongamento do período de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) da cultura da soja para fins de enquadramento dos produtores no PROAGRO e seguro rural. Sobre este pleito, o MAPA já acenou com a não possibilidade de alteração da data, a qual se findou em 31 de dezembro.

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