Especiais Incêndios
Terra Indígena do Guarita ainda convive com focos de incêndio
A Aldeia Guarani, próximo a Erval Seco tem vários focos
17/01/2022 15h04 Atualizada há 4 anos
Por: Jonas Martins Fonte: Jornal Província
Bombeiros estão monitorando os focos de incêndio (Fotos: Rodrigo MBya)

Já vai para a terceira semana de registro de incêndio na Terra Indígena do Guarita. Hoje pela manhã o cacique da Aldeia Guarani, Sandro Silva, que fica localizado em Linha Gengibre, próximo à Erval Seco, registrou novos focos no meio da mata.

Desde a semana passada vários focos foram contidos, a grande maioria pelos próprios indígenas e em alguns casos pelos bombeiros que monitorando as chamas.

O grande problema é o fogo começou dentro das áreas de mata, em locais de difícil acesso o que dificulta o combate efetivo das chamas e possibilita que o fogo se alastre rapidamente.

Na tarde da última sexta-feira, 14, 1º Tenente do Corpo de Bombeiros de Frederico Westphalen, Márcio Renato Carvalho, compareceu na Aldeia para avaliar o incêndio que vem consumindo parte da mata nativa da reserva florestal. O 1º Tenente esteve acompanhado do Prefeito em Exercício de Erval Seco Vilmar Farias e do Secretário da Agricultura Alessandro Klasenner. O local é de difícil acesso e, segundo o prefeito, seria necessário o combate aéreo para controlar o fogo. A estimativa na última sexta-feira era de que entre 80 e 100 hectares já haviam sido consumidos pelas chamas.  

Na parte da Terra Indígena do Guarita habitado pelos caingangues, que corresponde pela maior parte da reserva, os focos de incêndio foram controlados, apesar de alguns ouvintes da Rádio Província relatarem ainda haver focos, principalmente no lado que pertence a Redentora.

No território que pertence a Tenente Portela os bombeiros voluntários e militares combateram pelo menos três incêndios na última semana, que acabou consumindo áreas de lavoura de soja e milho e áreas de mata. A avaliação é de que cerca de 70 hectares foram consumidos nesses incêndios.

As causas dos focos de incêndio ainda não foram completamente esclarecidas, no entanto, segundo moradores com que nossa equipe conversou, eles acusam que as chamas começaram de maneira intencional na maioria dos locais. Um morador também citou que muitos dos focos no meio do mato ocorre quando alguns integrantes da comunidade teriam tentado melar abelha, onde é usado fogo para espantar os insetos. Apesar das desconfianças ninguém foi identificado ou responsabilizado pelos incêndios até o momento.

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