O Indicador Antecedente de Emprego (IAEMP), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve queda de 1,2 ponto em dezembro, encerrando 2021 com 81,8 pontos. É a segunda queda consecutiva do indicador, que chegou ao menor patamar desde abril do ano passado.
O IAEMP busca antecipar tendências do mercado de trabalho para os próximos meses e é calculado com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.
Cinco dos sete componentes do indicador tiveram queda, com destaque para a ‘situação atual dos negócios da indústria’, que recuou sete pontos, e para ‘tendências dos negócios de serviços’, que cedeu três pontos. Os dois componentes que tiveram alta foram ‘situação atual dos negócios de serviços’ (2,5 pontos) e ‘emprego previsto da indústria’ (2,2 pontos).
— A desaceleração da economia no final de 2021, observada nos principais setores, parece ser o principal fator para esse resultado já que a pandemia, neste momento, parece controlada. Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho considerando o frágil ambiente macroeconômico que deve persistir no curto prazo — afirma o economista da FGV, Rodolpho Tobler.
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