A disputa pela Presidência da República entra na reta final com debates previstos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Até o momento, três encontros estão previstos para os dias 15, 18 e 23 de outubro, organizados por um grupo de veículos de comunicação, pela Band e pela TV Globo.
Apesar de os dois candidatos terem manifestado interesse em participar de debates nesta etapa da eleição, a presença em cada encontro ainda não está totalmente definida. Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que pretende enfrentar Lula, mas sua campanha avalia quais convites aceitará. Lula, por sua vez, defendeu a realização de confrontos diretos no segundo turno, quando a disputa fica restrita aos dois candidatos.
15 de outubro — SBT e grupo de veículos de comunicação
O primeiro encontro previsto será promovido pelo grupo O Momento da Decisão, formado por 11 veículos: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Novabrasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV. O horário do debate não havia sido informado nas informações divulgadas.
18 de outubro — Band, às 20h
O debate será transmitido pela Band TV, BandNews TV, rádios BandNews FM e Bandeirantes, canal Band Jornalismo no YouTube, portal Band.com.br e plataforma Bandplay. Também haverá transmissão por veículos parceiros, entre eles TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e o jornal O Estado de S. Paulo.
23 de outubro — TV Globo
O último debate está previsto para a sexta-feira anterior à votação, após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. A transmissão será feita pela TV Globo, GloboNews e g1, além do Globoplay pelo sinal da emissora.
Até as informações divulgadas nas reportagens utilizadas como referência, nenhum dos candidatos havia confirmado formalmente a participação em todos os encontros previstos.
Lula defendeu a importância dos debates no segundo turno e afirmou que o confronto direto permite comparar propostas e avaliar os governos dos candidatos. Durante o primeiro turno, o presidente não participou de nenhum debate, argumentando que os encontros da etapa inicial eram pouco produtivos e que o embate entre dois concorrentes seria mais relevante.
Flávio Bolsonaro também não participou de debates no primeiro turno. O senador afirmou que desejava enfrentar Lula diretamente e declarou que pretende comparar os programas de governo e as gestões dos dois grupos políticos. Entretanto, o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, informou que a equipe avaliava os convites recebidos antes de definir quais encontros seriam aceitos.
Assim, Lula e Flávio Bolsonaro participaram de zero debates presidenciais no primeiro turno. A expectativa para a etapa final é que os candidatos compareçam a pelo menos um dos confrontos, embora a presença em cada evento dependa de confirmação.
O debate da TV Globo previsto para o primeiro turno acabou cancelado após uma sequência de decisões judiciais que alteraram as regras inicialmente estabelecidas pela emissora.
Entre as decisões, houve determinações relacionadas à participação de candidatos e à exibição de púlpitos vazios. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a inclusão de Romeu Zema (Novo) no encontro. Depois, uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a Globo de mostrar o púlpito vazio de Lula durante a transmissão, apesar de o partido ter concordado anteriormente com essa regra.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a emissora também incluísse Renan Santos, candidato do partido Missão. Em meio às mudanças, Flávio Bolsonaro desistiu de participar.
Diante das decisões judiciais e da alteração das condições previstas para o encontro, a Globo anunciou o cancelamento. A emissora alegou insegurança jurídica e classificou as determinações como interferência indevida na liberdade dos veículos de comunicação para organizar debates eleitorais.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os encontros previstos para os próximos dias representam oportunidades para que os candidatos apresentem suas propostas, respondam a questionamentos e confrontem suas posições diante dos eleitores.
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