Eleições 2026 Seção Eleitoral
Justiça Eleitoral investiga caso de eleitora impedida de votar em Santa Catarina
Sistema apontava que voto já havia sido registrado, embora caderno eleitoral não apresentasse assinatura da eleitora; procedimento administrativo busca esclarecer o ocorrido.
08/10/2026 14h17
Por: Marcelino Antunes Fonte: Oeste Mais
(Foto: Quinho / AVB)

A Justiça Eleitoral instaurou um procedimento administrativo para esclarecer o caso de uma eleitora que não conseguiu votar no primeiro turno das eleições em Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina. Ao chegar à seção eleitoral, o sistema indicou que ela já havia exercido o voto, situação que agora está sendo apurada oficialmente.

A mulher havia saído de Curitibanos, no Meio-Oeste catarinense, e enfrentado aproximadamente três horas de viagem para chegar à seção 024, instalada na Escola Dom Vital, município onde ainda mantém seu título eleitoral. No momento da identificação, porém, foi informada de que o sistema apontava seu registro como já utilizado.

Uma nova tentativa de identificação foi realizada, inclusive por meio do CPF, mas a indicação permaneceu. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela eleitora, a conferência do caderno de votação mostrou que não havia assinatura no espaço correspondente ao nome dela, e o comprovante de votação também permanecia no documento.

A situação foi comunicada ao Cartório Eleitoral de Ponte Serrada e também encaminhada à Ouvidoria do Tribunal Superior Eleitoral. O Cartório confirmou que a ocorrência está sob análise e informou que a reclamação foi classificada como sigilosa pela própria eleitora.

Até o momento, não existe conclusão sobre o que provocou o registro no sistema, nem confirmação de que outra pessoa tenha votado utilizando os dados da eleitora. Entre as possibilidades mencionadas durante o atendimento está uma eventual falha no procedimento de liberação da urna, hipótese que ainda não foi confirmada pela Justiça Eleitoral.

Além de procurar os órgãos eleitorais, a mulher registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso permanece em fase de verificação preliminar para reunir informações que possam esclarecer as circunstâncias relatadas.

Após percorrer cerca de 400 quilômetros entre ida e volta sem conseguir votar, a eleitora aguarda o resultado da apuração e orientações sobre como deverá proceder no segundo turno. A Justiça Eleitoral informou que eventuais medidas serão avaliadas após a análise das informações reunidas.

 

 

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