A Polícia Federal iniciou uma apuração preliminar sobre uma possível interferência estrangeira nas Eleições 2026. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, confirmou que a investigação surgiu a partir de uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União, que levantou suspeitas de atuação e eventual financiamento externo com o objetivo de interferir no processo eleitoral brasileiro e questionar a legitimidade do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, o procedimento está sob análise da área de inteligência e, neste momento, ainda não se transformou em um inquérito policial formal. A apuração busca verificar as informações apresentadas e determinar se existem elementos que justifiquem novas medidas.
Paralelamente, a Polícia Federal conduz uma investigação relacionada a possíveis ameaças contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. No âmbito dessa apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal.
Até o momento, conforme informado por Andrei Rodrigues, as diligências não encontraram elementos concretos que confirmem a existência de um plano ou risco efetivo contra as representações diplomáticas. O material recolhido durante as buscas segue sendo analisado pela corporação.
As duas apurações são distintas. A primeira trata da suspeita de possível interferência estrangeira nas eleições, enquanto a segunda está relacionada à segurança das instalações diplomáticas dos Estados Unidos. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo que, com base nos relatórios de inteligência recebidos pela Justiça Eleitoral, não havia indicação concreta de interferência internacional capaz de comprometer o processo eleitoral.
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