Economia Economia
Alimentos voltam a subir e pressionam inflação em setembro
Alimentação dentro de casa avançou 0,38% no IPCA-15, após dois meses de queda; tomate, arroz e carnes ficaram mais caros
28/09/2026 08h31
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações Folha de São Paulo
(Foto: Terdag Media)

Depois de dois meses de redução, os preços dos alimentos consumidos dentro de casa voltaram a subir em setembro. O movimento ajudou a pressionar a prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, que avançou 0,70% no mês, segundo o IBGE.

A alimentação no domicílio teve alta de 0,38%, após recuos de 1,14% em julho e 0,97% em agosto. Entre os principais aumentos aparecem o tomate, com alta de 20,76%, o arroz, que subiu 2,39%, e as carnes, com avanço de 1,30%.

O comportamento dos alimentos foi diferente entre os produtos. Enquanto tomate, arroz e carnes ficaram mais caros, o feijão-carioca caiu 6,33%, a cebola recuou 4,41% e o café moído teve redução de 1,36%.

No acumulado de 2026 até setembro, a alimentação no domicílio registra alta de 4,08%. O grupo que reúne alimentação e bebidas, incluindo refeições consumidas fora de casa, teve avanço de 0,40% no mês.

A alimentação fora do domicílio também apresentou alta, de 0,44% em setembro, após aumento de 0,42% em agosto.

Entre os fatores apontados para a alta dos alimentos estão questões de oferta e produção. O comportamento de produtos agrícolas pode variar conforme as condições climáticas e a disponibilidade de cada cultura ao longo do ano.

Apesar da pressão dos alimentos, o principal impacto sobre o IPCA-15 de setembro veio do grupo Habitação, especialmente da energia elétrica residencial, que subiu 7,42% e respondeu por 0,29 ponto percentual do índice.

O IPCA-15 acumula 3,82% em 2026 e 4,47% em 12 meses. O indicador é considerado uma prévia do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo IBGE.


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