Dos nove candidatos da Região Celeiro inicialmente anunciados na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, oito permanecem concorrendo nas Eleições 2026. Neto Jorge (PP) deixou a disputa após renunciar à candidatura, conforme registro da Justiça Eleitoral.
Um levantamento realizado com base nos dados disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 18 de setembro de 2026, mostra diferenças significativas no volume de recursos declarados pelos candidatos. Somados, os oito nomes registravam R$ 1.398.395,80 em receitas e aproximadamente R$ 534.589,02 em despesas contratadas.
Entre os candidatos, Diana Sales (PSD), de Tenente Portela, registrava a segunda maior receita, com R$ 375.455,60. À frente estava Classmann (PSD), com R$ 518.912,38.
Classmann apresentava a maior receita entre os oito candidatos analisados, com R$ 518.912,38 declarados.
Os recursos tinham como principais origens transferências partidárias, recursos próprios e repasses provenientes de outras candidaturas.
Na mesma consulta, a campanha registrava R$ 305.415,39 em despesas contratadas, sendo aproximadamente R$ 280.095,64 já pagos.
A candidata Diana Sales, de Tenente Portela, registrava R$ 375.455,60 em receitas, o segundo maior volume entre os oito candidatos da Região Celeiro.
Todo o valor declarado tinha origem em um único repasse da Direção Nacional do PSD, classificado como Fundo Partidário. Na atualização considerada pelo levantamento, não havia despesas contratadas nem pagamentos declarados pela candidatura, mantendo o total de gastos registrado em R$ 0,00.
Dados públicos de candidatura reproduzidos a partir da base do TSE também identificam Diana Sales como indígena e natural de Tenente Portela.
Cleonice Back havia declarado R$ 344.192,29 em receitas, considerando recursos financeiros e estimáveis em dinheiro.
A maior parte dos recursos vinha de repasses partidários, além de recursos próprios, financiamento coletivo e doações.
A campanha registrava R$ 144.569,28 em despesas contratadas, com aproximadamente R$ 71.519,28 já pagos na data considerada pelo levantamento.
Entre os gastos informados estavam serviços prestados por terceiros, militância e mobilização de rua, materiais impressos, locações e outras despesas de campanha.
Douglas Diesel registrava R$ 59.861,00 em receitas.
Entre as entradas estavam repasses partidários, recursos transferidos por outras candidaturas e valores de origem privada.
A campanha apresentava aproximadamente R$ 30.611,00 em despesas contratadas, das quais cerca de R$ 13.743,00 haviam sido pagas.
Rodrigo Ipê apresentava R$ 53.210,00 em receitas e R$ 33.444,00 em despesas declaradas.
Do total arrecadado, R$ 45 mil eram provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), repassados pela Direção Nacional do MDB. Também constavam recursos próprios e um novo ingresso de R$ 5 mil registrado posteriormente.
Considerando os números do levantamento, os R$ 33.444 em despesas representavam aproximadamente 62,9% do total de receitas declaradas pela candidatura.
Derli da Silva havia declarado R$ 21.500,00 em receitas, provenientes de uma transferência do Diretório Municipal do PSDB de Tenente Portela, classificada como recurso do Fundo Partidário.
Na atualização considerada, a candidatura não apresentava despesas contratadas nem pagamentos declarados, permanecendo o total de gastos registrado em R$ 0,00.
Nader registrava R$ 20.653,75 em receitas.
Desse montante, aproximadamente R$ 20 mil tinham origem na Direção Nacional do PSDB, enquanto o restante correspondia a transferência realizada por outra candidatura.
A campanha já havia declarado cerca de R$ 16.970,50 em despesas contratadas, com aproximadamente R$ 7.870,50 pagos.
Entre os gastos registrados estavam atividades de militância e mobilização de rua e materiais impressos.
João Paulo apresentava R$ 4.610,78 em receitas. Desse total, R$ 3.674,78 eram provenientes de transferência do partido, enquanto R$ 936,00 correspondiam a financiamento coletivo.
A candidatura havia declarado R$ 3.578,85 em despesas contratadas e pagas.
Os gastos estavam concentrados principalmente em materiais impressos, além de despesas com combustível, taxa de administração do financiamento coletivo e encargos financeiros.
Parte dos valores movimentados pelas campanhas tem origem em dois mecanismos públicos de financiamento: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, e o Fundo Partidário. O TSE diferencia os dois: o FEFC é destinado exclusivamente ao financiamento de campanhas eleitorais, enquanto o Fundo Partidário é destinado à manutenção das atividades dos partidos e também pode ser utilizado em campanhas, de acordo com as regras aplicáveis.
Para as Eleições 2026, o TSE informa que o FEFC totaliza R$ 4.961.519.777,00. Os recursos ficam inicialmente à disposição dos partidos, que definem critérios para sua distribuição às candidaturas, observadas as exigências legais e as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Já o orçamento federal de 2026 reservou aproximadamente R$ 1,4 bilhão para o Fundo Partidário. O valor não é destinado exclusivamente às eleições, pois esse fundo também financia a manutenção e outras atividades permanentes das legendas.
Não existe, portanto, uma quantia do Fundo Eleitoral previamente definida pelo TSE exclusivamente para o Rio Grande do Sul. A distribuição ocorre primeiro entre os partidos em âmbito nacional e, posteriormente, as legendas estabelecem os critérios de repasse às candidaturas, dentro das regras eleitorais.
A legislação determina que os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas sejam informados à Justiça Eleitoral em até 72 horas. A Lei nº 9.504/1997 também prevê a divulgação das informações sobre receitas e gastos durante o período eleitoral.
Nas Eleições 2026, a prestação de contas parcial deveria ser enviada entre 9 e 13 de setembro, contendo a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro de 2026. O TSE disponibilizou esses dados ao público a partir de 15 de setembro, por meio do DivulgaCandContas.
A ausência de despesas declaradas em determinado momento, por si só, não permite concluir pela existência de irregularidade. Os dados da prestação de contas são parciais e podem receber novos lançamentos ou retificações ao longo da campanha.
Os valores apresentados nesta reportagem correspondem ao levantamento realizado em 18 de setembro de 2026 e representam um retrato da movimentação declarada até aquele momento, não constituindo a prestação de contas definitiva das candidaturas.
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