Quem já votou em uma urna eletrônica certamente reconhece o tradicional “pilili” que soa depois da confirmação do voto. Mas o som, que hoje faz parte do imaginário das eleições brasileiras, não foi criado apenas como um detalhe.
A explicação está na própria rotina das primeiras urnas eletrônicas. Segundo Giuseppe Janino, um dos profissionais envolvidos no desenvolvimento do equipamento, em 1996 os recursos de áudio dos computadores eram bastante limitados. Por isso, foi criado um aviso sonoro diferenciado para informar ao mesário que o eleitor havia concluído a votação com sucesso.
A sequência de sons acabou se incorporando à rotina dos pleitos e passou a ser facilmente reconhecida pelos brasileiros. Em 2026, ano em que a urna eletrônica completa 30 anos, o “pilili” ganhou ainda mais destaque ao dar nome à mascote oficial das eleições, apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Batizada de Pilili, a personagem foi inspirada justamente na onomatopeia associada ao som emitido pela urna quando o eleitor confirma o voto. Segundo o TSE, a mascote integra as ações de comunicação das Eleições 2026 e foi criada para aproximar a Justiça Eleitoral, especialmente das novas gerações.
O som que nasceu como um simples aviso técnico, portanto, acabou se transformando em uma das marcas sonoras mais reconhecidas das eleições brasileiras.
lançamento do mascote — Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
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