Falta menos de um mês para os eleitores da Região Celeiro voltarem às urnas. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, quando estarão em disputa cargos dos poderes Executivo e Legislativo nas esferas federal e estadual. Caso seja necessária uma segunda votação para presidente da República ou governador, ela ocorrerá em 25 de outubro.
A proximidade do novo pleito também remete ao comportamento registrado pelo eleitorado regional há quatro anos. Em 2022, a corrida pela presidência apresentou uma mudança significativa entre os dois turnos na Região Celeiro – com inversão da vantagem na soma dos votos dos 21 municípios.
No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 44.342 votos – enquanto Jair Bolsonaro somou 39.715. A diferença foi de 4.627 votos em favor do petista, que também terminou à frente em 16 dos 21 municípios da Região Celeiro.
O cenário mudou no segundo turno. Bolsonaro ampliou seu escrutínio para 44.818 votos – enquanto Lula contabilizou 43.974. Com isso, o então presidente reverteu a desvantagem e encerrou a disputa com 844 votos de vantagem sobre o adversário no conjunto da Região Celeiro.
A mudança também apareceu na distribuição das vitórias municipais. Bolsonaro, que havia liderado em apenas cinco cidades no primeiro turno, passou a ser o mais votado em nove. Lula permaneceu à frente em 12 municípios, mas a vantagem no número de cidades não foi suficiente para garantir a maior votação regional.
O avanço de Bolsonaro entre as duas etapas do pleito foi determinante para a virada na Região Celeiro. O candidato acrescentou 5.103 votos ao desempenho obtido no primeiro turno. Lula registrou 368 votos a menos. O movimento alterou a conjuntura que, após a primeira votação, apontava vantagem do petista na Região Celeiro.
Passados quatro anos, o eleitorado regional chega a uma nova corrida presidencial em um quadro que apresenta novamente sinais de polarização política. Desta vez, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição, enquanto o senador Flávio Bolsonaro desponta como seu principal adversário na corrida pelo Palácio do Planalto. Outros candidatos também participam da disputa, e o panorama eleitoral deverá ganhar contornos mais definidos ao longo das últimas semanas de campanha.
Além da presidência da República, os brasileiros escolherão governadores e vice-governadores, deputados federais, deputados estaduais ou distritais e senadores. Neste ano, estarão em disputa duas das três vagas de cada Estado no Senado, fazendo com que cada eleitor tenha seis escolhas na urna.
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