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Fachin e Cármen Lúcia podem ser decisivos em julgamento que envolve Moraes
Em meio a um plenário dividido, votos do presidente do STF e da ministra Cármen Lúcia podem definir o resultado da sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15).
14/09/2026 09h26
Por: Leonardo Datsch Fonte: Jornal Província
Foto: Wilton Junior / Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar procedimentos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes. Em um plenário dividido, os votos do presidente da Corte, Edson Fachin, e da ministra Cármen Lúcia podem ser decisivos para o resultado.

Nos bastidores, o cenário é de empate técnico. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin tendem a rejeitar a continuidade das apurações contra Moraes. Já André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques são favoráveis à abertura ou continuidade dos procedimentos.

Moraes não deve participar da votação por ser diretamente envolvido no caso. Dias Toffoli também não deve votar, após se declarar suspeito em desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master.

Com oito ministros aptos a votar, a definição pode ficar justamente nas mãos de Fachin e Cármen Lúcia. A ministra é vista como uma figura de perfil institucionalista e deve avaliar o caso sob forte atenção aos ritos e fundamentos jurídicos.

Fachin, por sua vez, convocou o julgamento em meio ao aumento da tensão envolvendo o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O presidente da Corte também decidiu levar ao plenário questões que estavam sendo tratadas individualmente por ministros.

A expectativa é de que a sessão busque evitar um confronto público entre as diferentes correntes do Supremo e definir os próximos passos das apurações.

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