Cidades 60 dias
Câmara prorroga prazo da CPI que apura serviços da CORSAN em Tenente Portela
Decisão ocorreu durante sessão extraordinária realizada em 4 de setembro
12/09/2026 18h12
Por: Editoria Local Fonte: Redação | Sistema Província de Comunicação
Câmara de Vereadores aprovou a prorrogação por mais 60 dias do prazo dos trabalhos da CPI que apura a prestação dos serviços da CORSAN/AEGEA no Município (Foto: Diones Roberto Becker)

A Câmara de Vereadores de Tenente Portela aprovou, por unanimidade, a prorrogação por mais 60 dias do prazo dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2026 – que apura a prestação dos serviços da CORSAN/AEGEA no Município. A decisão ocorreu durante sessão extraordinária realizada em 4 de setembro, após requerimento apresentado pelo presidente da CPI, vereador Luciano Berta Filipin.

A ampliação do período permitirá concluir a avaliação dos documentos requisitados, dos depoimentos colhidos e dos resultados das análises referentes à qualidade da água – recebidos recentemente pela comissão parlamentar.

Conforme Luciano Berta Filipin, o conteúdo dos exames ainda não será divulgado, pois precisa ser analisado em conjunto com os demais elementos reunidos ao longo da investigação. Após essa etapa, a relatora deverá começar a elaboração do relatório final. Segundo o edil, a complexidade das verificações e a necessidade de reunir todas as informações impediram a conclusão das atividades no prazo inicialmente estabelecido.

Na fase inicial das apurações, foram ouvidos consumidores do centro e de diferentes bairros. Eles relataram episódios de água com coloração alterada e odor forte, além de interrupções no abastecimento, demora no conserto de vazamentos, dificuldades para solucionar demandas, obras inacabadas e contas com acréscimos considerados elevados. Algumas pessoas também afirmaram ter apresentado problemas intestinais após o consumo.

A CPI investiga a regularidade das tarifas de água e esgoto, possíveis falhas na leitura de hidrômetros, as condições do atendimento ao público, a execução de intervenções em vias urbanas e as causas do desabastecimento em bairros e localidades. Também são avaliados o cumprimento do Plano Municipal de Saneamento Básico, o contrato firmado com a concessionária e a atuação do Município diante das exigências do Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

A comissão parlamentar foi instaurada a partir de um pedido assinado pelos vereadores Luciano Berta Filipin, Luísa Silva Barth, Elisângela Berghetti e Mauro Ludwig – aprovado pelo plenário na sessão ordinária de 11 de maio.

 

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