Especiais Tradicionalismo
Cavaleiros da 20ª RT conduzirão a Chama Crioula de Rio Pardo a Três de Maio
Fogo simbólico foi gerado na sexta-feira (14/8)
15/08/2026 13h18 Atualizada há 2 horas
Por: Editoria Local Fonte: Redação | Sistema Província de Comunicação
Estimativa é de que o grupo percorra cerca de 450 quilômetros entre Rio Pardo e Três de Maio ao longo de 15 dias (Fotos: Divulgação | 20ª RT)

A 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula marca neste fim de semana, em Rio Pardo, o início oficial dos Festejos Farroupilhas 2026 no Rio Grande do Sul. O fogo simbólico foi gerado na sexta-feira (14/8), durante solenidade no Parque de Exposições do Sindicato Rural, e neste sábado (15/8) as centelhas foram entregues às delegações das Regiões Tradicionalistas (RTs), que começarão o transporte para diferentes pontos do Estado.

A programação começou ainda na sexta-feira pela manhã, com atividades envolvendo os diretores de cavalgadas regionais. À tarde, o Sindicato Rural recebeu o seminário “Turismo e Cultura - Vetores de Desenvolvimento”. A partir das 18h15, o desfile de apresentação das Regiões Tradicionalistas antecedeu a solenidade oficial de abertura dos Festejos Farroupilhas.

O evento contou com o espetáculo “Rio Pardo: Portugueses, Negros, Indígenas, Imperiais e Farrapos”, seguido pela geração da Chama Crioula e por apresentações musicais. Entre as atrações estiveram André Teixeira e Ênio Medeiros e Grupo Bandoneon Y Pajada. A programação da noite ainda incluiu show de César Oliveira e Rogério Melo.

Neste sábado, as atividades se concentraram na área histórica de Rio Pardo. A partir das 8h30, lideranças tradicionalistas, representantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), autoridades e a comunidade acompanharam, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, a cerimônia que antecedeu a distribuição das centelhas. A programação incluiu pronunciamentos, o espetáculo “Sons da Revolução: Do Campo de Batalha ao Hino Riograndense” e, posteriormente, o desfile das delegações pelas ruas da cidade.

A partir da distribuição, o fogo simbólico segue pelas estradas do Rio Grande do Sul conduzido pelos cavaleiros até as diferentes Regiões Tradicionalistas. A Chama Crioula é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Estado e representa a preservação e a continuidade das tradições e da identidade gaúcha.

20ª RT inicia percurso de 450 quilômetros neste domingo

Entre as delegações presentes em Rio Pardo está a da 20ª Região Tradicionalista. Um grupo formado por aproximadamente 30 pessoas, entre cavaleiros e integrantes das equipes de apoio, participa da busca da centelha que será levada até Três de Maio, no Noroeste do RS.

O percurso começa neste domingo (16/8). A estimativa é de que a comitiva percorra cerca de 450 quilômetros entre Rio Pardo e Três de Maio ao longo de 15 dias.

Distribuição regional será em Três de Maio

A distribuição regional está programada para os dias 4 e 5 de setembro, no CTG Tropeiros do Buricá, em Três de Maio. O encontro reunirá representantes dos municípios e entidades tradicionalistas que integram a 20ª RT – que abrange 29 municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul e, a partir de Três de Maio, as centelhas serão levadas às comunidades para as atividades relacionadas aos Festejos Farroupilhas.

Tema destaca os 400 anos das Missões

Os Festejos Farroupilhas de 2026 têm como tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, em referência ao quadricentenário das Missões. A proposta foi elaborada por José Antônio Borges, o Xirú Antônio, e pelos historiadores Márcia Borges e Cesar Tomazini.

A patrona desta edição é a artista e palestrante Marianita Ortaça, ligada à região missioneira. A canção “Patrimônio dessa terra”, composta por Flávia Nogueira e interpretada por Leandro Berlesi, foi escolhida para representar os festejos deste ano.

A história da Chama Crioula remonta a 7 de setembro de 1947, quando jovens tradicionalistas liderados por Paixão Côrtes retiraram uma centelha da Pira da Pátria, em Porto Alegre. Desde então, o fogo tornou-se um dos principais símbolos do tradicionalismo e da ligação entre diferentes gerações na preservação da cultura gaúcha.

 

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