Geral Tempo
Risco de tornados deve aumentar no Sul nos próximos meses
Ambiente atmosférico deve ficar mais favorável a tempestades severas com a aproximação da primavera, mas não há previsão de uma sequência de tornados
10/08/2026 07h37
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações MetSul
(Foto: Redes sociais)

Dois tornados atingiram o Rio Grande do Sul em menos de dez dias, enquanto um terceiro foi registrado no Paraná. Segundo a análise apresentada, os episódios não devem ser vistos como uma sequência encerrada, já que os próximos meses podem apresentar condições ainda mais favoráveis à formação de tempestades severas e tornados.

O primeiro tornado ocorreu em 28 de julho, no Noroeste gaúcho, atingindo três municípios e sendo classificado como F3, com ventos estimados de até 300 km/h. Em 6 de agosto, Pedro Osório, no Sul do Estado, foi atingido por um tornado F2, com ventos estimados de até 200 km/h. Na sequência, outro tornado atingiu Piraí do Sul, no Paraná.

A região Sul do Brasil reúne condições favoráveis para tempestades severas, com a presença de ar quente e úmido e o avanço frequente de massas de ar frio. A combinação com forte cisalhamento do vento pode favorecer a formação de tempestades capazes de produzir tornados.

A análise também aponta o El Niño como um fator que pode alterar os padrões de circulação atmosférica e favorecer combinações de calor, umidade, instabilidade e vento. O fenômeno, porém, não provoca tornados diretamente.

Com a aproximação da primavera, especialmente entre setembro e novembro, aumenta a disponibilidade de calor e umidade na atmosfera. Quando essas condições encontram frentes frias, áreas de baixa pressão e forte cisalhamento, o ambiente pode favorecer tempestades mais organizadas e severas.

A avaliação não indica que o Rio Grande do Sul terá tornados constantes ou que haverá necessariamente um número recorde de ocorrências. A previsão de tornados com semanas de antecedência também não é possível. O acompanhamento deve ser feito conforme cada sistema meteorológico se desenvolve.

Outro fator destacado é que, atualmente, há mais registros desses fenômenos devido à popularização dos celulares e ao maior interesse da população, o que permite documentar ocorrências que no passado poderiam não ser registradas.

 

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