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Ozonioterapia entra em nova fase na saúde brasileira
Com novos avanços regulatórios, terapia ganha respaldo para o tratamento complementar de feridas complexas e reforça a inovação na assistência aos ...
27/07/2026 15h12
Por: Radar Nacional Fonte: Agência Dino

A ozonioterapia acaba de alcançar um dos avanços regulatórios mais relevantes desde sua incorporação às práticas integrativas no país. Em 1º de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Nota Técnica nº 41/2026, ampliando e detalhando as indicações reconhecidas para dispositivos emissores de ozônio.

O documento passa a reconhecer a tecnologia como terapia adjuvante no tratamento de feridas ulceradas em pé diabético e feridas infecciosas agudas em pacientes maiores de 18 anos, consolidando o uso da terapia com base nas evidências científicas mais recentes e fortalecendo a incorporação de soluções inovadoras para um dos maiores desafios da medicina moderna: o tratamento de lesões de difícil cicatrização, responsáveis por milhares de internações, amputações e elevados custos para os sistemas de saúde.

A atualização da Anvisa reforça outro marco importante ocorrido em maio deste ano. Por meio da Resolução-RE nº 1.760/2026, a agência reguladora autorizou o registro da linha Medplus, da empresa brasileira Philozon, com indicação para o tratamento de feridas crônicas. Foi a primeira aprovação oficial de um equipamento de ozonioterapia para essa finalidade no Brasil. Até então, embora a tecnologia já fosse utilizada por diferentes profissionais da saúde, sua aplicação em feridas era considerada off-label, sem indicação formal aprovada pela agência reguladora.

"Estamos diante de uma evolução importante para a saúde brasileira. Quando um órgão regulador amplia indicações com base em evidências científicas e o Conselho Federal de Medicina reconhece aplicações específicas da terapia, cria-se um ambiente mais seguro para profissionais e pacientes. Isso favorece a adoção de soluções inovadoras que podem contribuir para acelerar a cicatrização, reduzir complicações e ampliar as opções terapêuticas disponíveis", explica a Dra. Letícia Philippi, especialista em ozonioterapia, fundadora e diretora da ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia.

O desafio das feridas de difícil cicatrização

A relevância desse avanço acompanha um cenário epidemiológico preocupante. O pé diabético figura entre as principais causas de amputação de membros inferiores no mundo. Segundo a International Diabetes Federation (IDF), uma amputação relacionada ao diabetes ocorre a cada 20 segundos. Além disso, úlceras venosas, lesões infecciosas e outras feridas crônicas podem permanecer abertas durante meses ou anos, comprometendo a mobilidade, aumentando o risco de infecções e reduzindo significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Nos últimos anos, estudos clínicos têm reforçado o potencial da ozonioterapia como tratamento complementar. Uma metanálise publicada em 2024 na revista Current Pharmaceutical Design, envolvendo 960 pacientes com úlceras de pé diabético, apontou redução do tempo de cicatrização, menor período de internação e diminuição de aproximadamente 54% nas taxas de amputação quando a terapia foi associada ao tratamento convencional.

"O ozônio medicinal apresenta ação antimicrobiana, contribui para estimular a regeneração dos tecidos, favorece a formação de novos vasos sanguíneos e auxilia na resposta antioxidante do organismo. Por isso, vem sendo estudado como um recurso complementar para pacientes com feridas de difícil resolução", completa Dra. Letícia.

Os recentes avanços regulatórios da ozonioterapia representam uma nova fase para a inovação em saúde no Brasil, aproximando a prática clínica das evidências científicas e ampliando o acesso a tecnologias capazes de transformar o cuidado de pacientes com feridas complexas. Em 2025, a Resolução CFM nº 2.445 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu critérios para o uso da técnica no âmbito médico. A medida representa um passo importante para ampliar a segurança e a padronização de sua aplicação, refletindo o crescente interesse da comunidade científica e médica.

A ozonioterapia deve ser realizada exclusivamente por profissionais legalmente habilitados, capacitados para a técnica e utilizando equipamentos devidamente registrados na Anvisa. No Brasil, diferentes conselhos profissionais regulamentam sua utilização dentro das respectivas áreas de atuação, incluindo médicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, cirurgiões-dentistas e biomédicos, sempre respeitando os limites definidos por cada categoria.

Sobre a Philozon

Fundada em 2004 pelo médico cardiologista Dr. Edison de Cezar Philippi e pela farmacêutica Dra. Letícia Philippi, a Philozon é uma indústria brasileira referência na América Latina no desenvolvimento de tecnologias para uso medicinal do ozônio. Pioneira no registro de geradores de ozônio medicinal na ANVISA, a empresa reúne engenharia própria, estrutura industrial especializada e certificação ISO 13485 para desenvolver equipamentos e soluções voltadas à ozonioterapia em diferentes áreas da saúde. Com foco em inovação contínua, a companhia atua no avanço tecnológico do setor e no fortalecimento da indústria nacional de dispositivos médicos.

Mais informações em https://philozon.com.br/

Sobre a Dra. Letícia Philippi

Dra. Letícia Philippi é farmacêutica, especialista em ozonioterapia e uma das principais referências da área no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência em pesquisa, desenvolvimento e aplicação clínica de tecnologias à base de ozônio, possui formação internacional em ozonioterapia pela Universidade Rei Juan Carlos, de Madri (Espanha), e especialização avançada pelo Centro de Investigaciones del Ozono, em Cuba, instituição reconhecida por sua tradição em estudos sobre o tema. Fundadora e diretora da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), também possui pós-graduação em Adequação Nutricional e Manutenção da Homeostase, Cosmetologia e Estética e Medicina Funcional Integrativa. Ao longo de sua trajetória, atua na formação de profissionais e na disseminação de conhecimento científico sobre ozonioterapia, participando de congressos, cursos de pós-graduação e eventos nacionais e internacionais. Atualmente, é diretora técnica da Philozon Geradores de Ozônio e da Ozoncare, empresas dedicadas ao desenvolvimento de soluções baseadas em ozônio para aplicações na saúde, estética e bem-estar, com foco em inovação, qualidade e segurança.

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