Cidades Greening
Segundo caso de greening no RS é confirmado em Caiçara e acende alerta na Região Celeiro
Após registro inédito em Palmitinho, doença volta a ser identificada em município vizinho, ampliando a preocupação com a citricultura regional
14/07/2026 10h54
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações Revista Cultivar
(Foto: Arquivo Fudecitrus/Revista Cultivar)

O avanço do greening na Região Celeiro tem aumentado a preocupação das autoridades e dos produtores rurais. Poucos dias após o primeiro registro da doença no Rio Grande do Sul, em Palmitinho, um novo foco foi confirmado no município de Caiçara. Com isso, os dois únicos casos já identificados no Estado ocorreram na mesma região, reforçando o alerta para a necessidade de vigilância e prevenção.

O caso mais recente foi localizado em pomares domésticos na área urbana de Caiçara. A confirmação mobilizou equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), da Emater/RS-Ascar e da Prefeitura, que iniciaram imediatamente ações para impedir a disseminação da doença.

Os trabalhos incluem inspeções em todas as propriedades localizadas em um raio de 500 metros do foco identificado. Após essa etapa, o monitoramento será ampliado para um raio de 2,4 quilômetros. Quando há confirmação da doença, os proprietários são orientados a eliminar as plantas contaminadas para evitar a propagação.

O greening afeta laranjeiras, bergamoteiras e limoeiros e é transmitido pelo inseto Diaphorina citri. A doença provoca amarelecimento das folhas, deformação dos frutos, redução da produtividade e, com o tempo, leva à morte das plantas.

Apesar dos prejuízos para a citricultura, o greening não oferece riscos à saúde humana nem impede o consumo dos frutos.

Além das equipes técnicas, agentes comunitários de saúde também participam das ações de orientação à população, auxiliando na identificação de possíveis focos e na divulgação das medidas preventivas.

A principal recomendação das autoridades é que produtores e moradores adquiram apenas mudas com procedência certificada, mantenham monitoramento constante dos pomares e comuniquem imediatamente qualquer suspeita à Inspetoria de Defesa Agropecuária, à Emater ou à Secretaria Municipal de Agricultura.

A confirmação do segundo caso em um município vizinho ao primeiro registro demonstra que a doença passou a exigir atenção redobrada em toda a Região Celeiro, especialmente diante da importância da produção de citros para diversas propriedades rurais da região.


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