O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um novo mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência teve como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro que eventualmente estivessem na residência.
Segundo a defesa, os agentes chegaram ao imóvel por volta das 7h e deixaram o local antes das 8h30, sem encontrar qualquer material. Os advogados acompanharam a operação e afirmaram que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro já tiveram seu paradeiro informado às autoridades.
De acordo com a defesa, seis armas estavam sob custódia do Exército e já foram entregues à Polícia Federal. Outras duas permanecem com a PF desde 2023. Uma espingarda continua na empresa importadora, em Caxias do Sul (RS), sem nunca ter sido retirada, enquanto uma pistola Glock está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal após ter sido apreendida em uma blitz com um militar responsável pela segurança do ex-presidente.
A nova operação ocorreu um dia após os advogados comunicarem ao STF a localização das duas armas que ainda geravam questionamentos por parte da Polícia Federal. A defesa criticou a decisão que autorizou a diligência e reiterou que todas as informações já haviam sido prestadas às autoridades.
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