Polícia l Trânsito Caso Aguiar
Polícia volta a procurar família desaparecida após nova informação em Canoas
Denúncia recebida pelas autoridades indica possível localização dos corpos de três parentes desaparecidos desde janeiro
30/06/2026 14h14
Por: Marcelino Antunes Fonte: G1RS
(Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil retomou as operações de busca por três integrantes de uma mesma família que desapareceram há mais de cinco meses no Rio Grande do Sul. A nova mobilização ocorreu após o recebimento de uma denúncia anônima que aponta a possibilidade de os corpos estarem em uma área próxima à Estrada do Paquetá, em Canoas. Equipes especializadas, com apoio de cães farejadores, participam dos trabalhos.

Os desaparecidos são Silvana de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. Moradores de Cachoeirinha, eles não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. Diante do tempo transcorrido e dos elementos reunidos na investigação, a polícia considera improvável encontrá-los vivos e conduz o caso como dois feminicídios e um homicídio.

Enquanto as buscas prosseguem, a ação penal segue em tramitação na Justiça gaúcha e está na fase em que as defesas apresentam suas manifestações iniciais sobre as acusações.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e apontado como principal envolvido no caso, permanece detido. Já a atual esposa dele e seu irmão, também denunciados, respondem ao processo em liberdade.

O delegado Anderson Spier, responsável pelas investigações, afirmou que novas diligências continuam sendo realizadas, mesmo após o encerramento formal do inquérito em abril. Conforme o investigador, análises complementares de dados ainda estão em andamento, mas até o momento não surgiram fatos diferentes daqueles já identificados durante a apuração.

Cristiano responde por uma série de acusações, entre elas dois feminicídios, um homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

A defesa do policial informou recentemente à Justiça que não atua mais no caso. Já Milena Ruppental Domingues, atual esposa de Cristiano, também é acusada de participação nos assassinatos e em outros delitos relacionados à investigação. O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, responde por suposta participação em crimes como ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.

O Ministério Público já teve sua denúncia aceita pela Justiça, mantendo os três investigados na condição de réus. Nesta etapa processual, os advogados apresentam os primeiros argumentos em defesa dos acusados.

De acordo com a investigação, os crimes teriam sido motivados por disputas envolvendo a guarda do filho do casal e questões patrimoniais. A apuração sustenta que Silvana teria sido assassinada em sua residência, enquanto seus pais teriam sido atraídos até o local e mortos posteriormente. Os investigadores apontam ainda que houve ações planejadas para dificultar o esclarecimento dos fatos.

Mesmo sem a localização das vítimas, a Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público, porém, formalizou denúncia contra três delas, atribuindo participação direta nas mortes e em atos destinados a ocultar provas e dificultar as investigações.

 

 

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