A Secretaria da Saúde (SES) alerta que está na reta final a estratégia extraordinária de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), voltada a adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. O prazo para procurar uma unidade de saúde e garantir a dose única termina no próximo dia 30 de junho.
A iniciativa foi lançada pelo Ministério da Saúde no ano passado, com o objetivo de ampliar o resgate vacinal desse público, oferecendo uma nova oportunidade de proteção contra o vírus e os cânceres associados à infecção. A orientação é que todos os jovens dessa faixa etária que ainda não foram vacinados procurem os serviços de saúde dos municípios o quanto antes.
A vacina contra o HPV é considerada a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de proteger contra outros tipos de câncer, como os de ânus, pênis, boca e orofaringe. No calendário nacional de vacinação de rotina, o imunizante é aplicado em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Nos casos em que não há confirmação do histórico vacinal, o adolescente deve ser considerado como não vacinado e receber a dose.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está associado a praticamente todos os casos de câncer de colo do útero. A vacina disponível na rede pública é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus.
Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os tipos 6 e 11 são de baixo risco e estão associados ao surgimento de verrugas genitais. Já os tipos 16 e 18 são de alto risco e podem evoluir para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos relacionados à doença.
Cobertura vacinal
A meta de cobertura para a vacinação contra o HPV entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos é de 90%. Dados recentes indicam avanço na imunização, especialmente entre o público feminino. Em 2025, a cobertura alcançou 90,67% entre meninas e 79,10% entre meninos. Em 2024, os índices foram de 87,10% no público feminino e 71,11% no masculino.
Apesar da melhora nos indicadores, a Secretaria da Saúde reforça a importância de ampliar a vacinação entre os meninos e de aproveitar a estratégia extraordinária para alcançar adolescentes mais velhos que ainda não se imunizaram.
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