Agricultura Greening
Mais de 500 imóveis são vistoriados após foco de greening em Palmitinho
Força-tarefa já eliminou 201 plantas cítricas em Palmitinho e conclui ações na área mais próxima ao foco da doença
19/06/2026 07h10 Atualizada há 3 horas
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações Correio do Povo
(Foto: Principal alvo é o inseto responsável pela transmissão da bactéria associada ao greening. (Foto: Jeffrey Weston Lotz/Departamento de Agricultura da Flórida/Divulgação))

As ações de combate ao greening (HLB) em Palmitinho, onde foi confirmado o primeiro foco da doença no Rio Grande do Sul, já resultaram na vistoria de 522 imóveis e na erradicação de 201 plantas cítricas. Os trabalhos são realizados por equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A situação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Ricardo Felicetti, durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa.

Segundo Felicetti, as ações de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor do foco já foram concluídas. Já o monitoramento na área de 2,4 quilômetros está em fase final. A próxima etapa poderá ampliar a vigilância para municípios vizinhos em busca de possíveis novos registros da doença.

As medidas seguem as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB) e têm como principal objetivo controlar o psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria associada ao greening.

De acordo com a Seapi, a grande quantidade de plantas cítricas encontradas em áreas urbanas levou à ampliação do monitoramento. Nas próximas semanas, também serão realizadas novas inspeções em áreas rurais.

O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, afirmou que a situação está sob controle e destacou que as equipes estaduais e federais seguem atuando de forma conjunta para conter a disseminação da doença.

Considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial, o greening não possui cura. A doença reduz a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode causar a morte das plantas, tornando fundamental a identificação e eliminação rápida dos focos.



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